Publicado em 25/02/2020 às 22h08.

‘É um circuito que não pode ser esquecido’, diz Alexandre Barillari sobre o Campo Grande

Ao elogiar a festa, o carioca pontuou que a queda das cordas foi essencial para tornar a folia momesca ainda mais bonita

Bianca Andrade / Estela Marques
Foto: Sergio Duarte/ bahia.ba
Foto: Sergio Duarte/ bahia.ba

 

Fã de carteirinha do Carnaval de Salvador, o ator Alexandre Barillari, que curte seu 23º ano de folia na capital esteve presente no último dia de festa no Camarote Expresso 2222, na Barra.

Em conversa com o bahia.ba, o ator, que há 20 anos sai com os Filhos de Gandhy e confessa ser apaixonado pela tradição do afoxé, acredita que o Carnaval da capital precisa ser revisto, para valorizar ainda mais a cultura local, em especial o circuito Osmar, no Campo Grande, que vem sofrendo um esvaziamento.

“Eu acho que algumas coisas precisam ser revistas, essa super valorização do circuito Barra-Ondina, em detrimento do Campo Grande.. Lá é um circuito que não pode ser esquecido. O próprio Gandhy faz um trabalho grande, que é fazer o circuito inteiro, mas as grandes marcas e camarotes não estão lá”, disse.

Ao elogiar a festa baiana, o carioca pontuou que a queda das cordas e a redemocratização da festa foi essencial para tornar a folia momesca ainda mais bonita.

“Se a gente pensar em alguns anos atrás, era impossível para qualquer folião de classe um pouco mais baixa, participar de igual para igual da festa. Então o próprio termo “pipoca”, já significava um certo apartheid carnavalesco, de quem não podia pagar pelos abadás caríssimos daqueles blocos de primeira linha. E hoje os cantores de primeira linha arrastam multidões sem corda. Quanto menos amarra e menos distinção e mais junção, de todo mundo na mesma festa, é mais gostoso”.

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