Informe publicitário: monitoramento por reconhecimento facial captura 42 foragidos durante a folia

    De acordo com os dados, entre os foragidos capturados dois estavam envolvidos em homicídios

    Foto: Alberto Maraux/ SSP BA

    O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança auxiliou na captura de 42 foragidos da Justiça, no Carnaval de Salvador durante os seis dias oficiais de festa na capital baiana.

    O dado foi apresentado na manhã desta quarta-feira (26), durante coletiva de balanço da festa, realizada no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

    De acordo com os dados, entre os foragidos (40 homens e 2 mulheres) capturados dois estavam envolvidos em homicídios, 13 relacionados a tráfico de drogas, 14 procurados por roubos, três ligados a furtos e outros casos.

    “O Carnaval de 2020 confirma o nosso pioneirismo no uso de tecnologia de ponta em grandes eventos. Começamos na festa do ano passado, com o Reconhecimento Facial e tivemos um preso. Na Micareta de Feira alcançamos 33 foragidos e agora, encerramos a folia de Salvador com 42 capturados”, comemorou o secretário da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa.

    Neste ano o sistema contou com 300 câmeras espalhadas pelos circuitos oficiais da festa, Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Centro) e Batatinha (Centro Histórico). O monitoramento foi empregado em pontos de entrada e saída, além de estações de transporte público. Em 2019, as câmeras ajudaram a localizar um homem que era considerado foragido da Justiça por crime de homicídio.

    O monitoramento por reconhecimento facial também auxiliou em uma contagem mais próxima da realidade de pessoas que participaram do evento nos circuitos oficiais. No total foram 11,7 milhões curtindo a festa entre quinta e a quarta de cinzas. Desses, 6,9 milhões se concentraram nos bairros da Barra e Ondina. No circuito Osmar (Centro) foram 3,4 milhões e no Batatinha (Centro Histórico) 1,4 milhões pessoas.

    “Se pegarmos o número geral de público e fizermos uma conta proporcional à quantidade de ocorrências, temos 0,003% de vítimas de delitos. É muito pouco levando em consideração uma festa de rua, com locais apertados, uso excessivo de álcool e, em alguns casos, de drogas ilícitas”, comentou Barbosa.