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Publicado em 14/02/2026 às 21h17.

Kleber Rosa critica gestão Bruno Reis e vê exploração de ambulantes no Carnaval

O psolista dispara contra modelo de negócios da prefeitura

Daniel Serrano / Neison Cerqueira
Foto: Neison Cerqueira / Bahia.ba

 

O pré-candidato a deputado estadual pelo PSOL, Kleber Rosa, destacou a importância histórica e política do Ilê Aiyê e aproveitou para criticar a gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil). A declaração foi dada à imprensa na saída do bloco, neste sábado (14), no Curuzu.

Para Kleber, o Ilê Aiyê vai muito além do simbolismo carnavalesco e ocupa um lugar central na trajetória de luta do povo negro brasileiro.

“O Ilê é um dos maiores patrimônios do povo negro brasileiro que está na diáspora. É a partir do Ilê que a gente ressignifica a nossa luta. É a partir do Ilê que nós temos o marco de luta contra o mito da democracia racial, que é um mito que perpetuou a ideia de igualdade baseada na exclusão e é a partir do significado do Ilê que a gente ressignifica isso, que a gente muda o jogo, que a gente faz com que o Brasil se olhe no espelho, admita que é um país racista e comece a pensar em, a partir daí, fazer justiça para o nosso povo”, disse.

É desse processo que nasce a luta por reparação, a luta por cotas. O Ilê, muito além do Carnaval, é um instrumento fundamental de luta. Se hoje podemos falar em algum nível de emancipação, ainda que o caminho seja longo, o Ilê tem tudo a ver com esse lugar que ocupamos”, acrescentou.

Kleber Rosa ainda criticou a administração de Bruno Reis, especialmente no que diz respeito ao tratamento dado aos ambulantes durante o Carnaval de Salvador. Na avaliação dele, a política adotada na capital baiana privilegia grupos econômicos em detrimento da população mais vulnerável.

“A gestão de Bruno Reis é voltada para beneficiar pequenos grupos econômicos e fazer de Salvador uma cidade de oportunidade de negócios para alguns ricos. Em nome disso, ele privatiza a cidade e faz obras com dinheiro público para entregar aos amigos”, disparou o pré-candidato, que ainda sugeriu que a imprensa investigue os futuros proprietários da nova arena em construção no Aeroclube.

Além disso, Kleber chamou a atenção para a situação dos ambulantes nos circuitos. Para ele, o modelo atual da festa escancara um “apartheid social” que submete o trabalhador a condições precárias em favor de grandes patrocinadores e camarotes.

“O que a gente vê é uma escala exaustiva de trabalho, sobretudo dos ambulantes, obrigados a vender produtos de uma empresa específica, sem vínculo, sem garantia e sem condição digna. O Carnaval hoje é o espelho do que essa gestão representa do ponto de vista social”, concluiu.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

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