Publicado em 27/02/2025 às 15h03.

Pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, crianças e idosos contam com rede de amparo no Carnaval

Ao todo, 200 profissionais atuarão no serviço, na Biblioteca Central dos Barris, durante o Plantão Integrado dos Direitos Humanos

Redação
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

 

A SJDH (Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social) lançou nesta quinta-feira (27) uma rede de amparo a pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, crianças e idosos durante o Carnaval. O atendimento será feito Biblioteca Central dos Barris.

Ao todo, 200 profissionais atuarão no serviço, batizado de Plantão Integrado dos Direitos Humanos. O acolhimento será realizado por assistentes sociais, psicólogos e advogados que já trabalham na rede de proteção do governo estadual e se dedicarão à orientação e ao encaminhamento de denúncias dos foliões.

O plantão integrado reúne cerca de 30 instituições parceiras, que incluem o Ministério Público do Estado (MP-BA), a Defensoria Pública da Bahia (DPE), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), as Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Segurança Pública (SSP), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca), delegacias especializadas e a Casa da Mulher Brasileira.

“A rede de enfrentamento à LGBTfobia vem se preparando, desde o ano passado, para buscar uma construção efetiva. Não só no fluxo dos atendimentos e dos encaminhamentos para pessoas LGBTs que passaram por violação, mas também no fluxo interno do debate de dados. Quantas pessoas passaram por esse processo de violação, quem são essas pessoas e o objetivo é dar encaminhamentos efetivos e rápidos durante o carnaval”, explicou Tifanny Conceição dos Santos, uma das coordenadoras do plantão,

Recém-inaugurada, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa (Decrin) se integra ao amparo realizado pelas unidades especializadas da segurança, que ficam responsáveis pelo registro de ocorrências durante o Carnaval.
“Queremos garantir, com essa estratégia, que todas as pessoas se sintam respeitadas no Carnaval da Bahia. Isso vai acontecer em conjunto com a nossa rede de proteção, com órgãos da segurança pública, dos direitos humanos para que nós possamos ter o processamento rápido das denúncias, mas também o acolhimento às vítimas de violência”, diz Felipe Freitas, titular da SJDH.

Presente na cerimônia, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, parabenizou a iniciativa estadual. “O respeito é a coisa mais importante. É por isso que a gente faz a campanha, né? É para todo mundo pular, é para todo mundo brincar, mas tem que cuidar. E para cuidar das pessoas, a gente tem que respeitar as infâncias, as pessoas idosas, sem preconceito. É isso que a gente quer: um Carnaval da alegria”, disse a ministra.

 

 

 

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