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Publicado em 13/02/2026 às 17h50.

Salvador Acolhe atende 470 filhos de ambulantes no segundo dia de Carnaval

Programa oferece acolhimento, alimentação e acompanhamento em saúde durante a folia

Redação
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

 

O programa Salvador Acolhe chegou ao segundo dia de funcionamento, nesta sexta-feira (13), com 470 filhos de ambulantes atendidos nas unidades montadas para o Carnaval da capital baiana. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e garante acolhimento a crianças e adolescentes enquanto pais e mães trabalham nos circuitos da festa.

As atividades começaram na quinta-feira (12), primeiro dia oficial da folia. Segundo a secretária da pasta, Fernanda Lordelo, o número registrado já supera o do primeiro dia do ano passado, quando foram contabilizados 382 atendimentos.

“A expectativa este ano é, sim, superar o número de atendimentos, o que aumenta ainda mais a nossa responsabilidade”, afirmou.

Ela destacou ainda que as crianças recebem acompanhamento de equipes odontológicas e pediátricas, além de participarem de atividades recreativas ao longo do dia.

“Ainda nesta sexta, teremos o bailinho da Guarda Civil Municipal para fazer uma festa com elas. Também há atividades de lazer, brincadeiras com bola, e as pedagogas estão construindo outras dinâmicas, porque não dá para ficar sete dias com essas crianças sem garantir lazer, ludicidade e, claro, muito cuidado”, completou.

O programa está estruturado para atender até 600 crianças e funciona em escolas municipais próximas aos circuitos. O serviço inclui alimentação, atividades educativas, suporte técnico e assistência em saúde durante todos os dias do Carnaval.

No circuito Dodô (Barra/Ondina), o acolhimento ocorre na Casa da Amizade, no Jardim Apipema; na Escola Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho; e na Escola Santa Terezinha, no Chame-Chame. No circuito Batatinha, no Pelourinho, a estrutura está na Escola João Lino. Já no circuito Osmar, no Centro, o atendimento funciona na Escola Hildete Lomanto, no Garcia.

O secretário municipal de Ordem Pública, Décio Martins, afirmou que o serviço se consolidou como uma das principais ações de apoio aos trabalhadores informais durante a festa. Além do acolhimento das crianças, a prefeitura disponibiliza seis centros de apoio aos ambulantes, com espaço para banho, descanso, hidratação e recarga de equipamentos.

No primeiro dia de operação, cerca de 1,5 mil pessoas receberam kits de higiene. Também estão em funcionamento cinco restaurantes populares voltados para ambulantes cadastrados e seus acompanhantes, além da oferta de passagens para retorno às residências.

“O Salvador Acolhe já se tornou imprescindível. Retiramos as crianças da rua, onde poderiam estar expostas ao trabalho infantil, e elas passam a ser assistidas, com acolhimento, serviços de saúde e educação. É um serviço consolidado, e percebemos que os ambulantes ficam muito confortáveis em deixar seus filhos aqui. Imagine deixar um filho de quatro ou cinco meses, ou até recém-nascido, como já aconteceu”, declarou Décio.

Ambulante, Maria Beatriz deixou os filhos de 6 e 7 anos na unidade da Casa da Amizade e relatou a tranquilidade proporcionada pela iniciativa.

“Já utilizei o serviço no ano retrasado, e ele nos deixa tranquilos. Quando chove na avenida, já pensamos que nossos filhos estão seguros. Este ano, gostei muito das ampliações, como transporte, alimentação e kit de higiene. A cada ano o serviço melhora para nos ajudar”, contou.

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