Secretário de Cultura diz que Bruno Reis quer ‘pongar’ no sucesso da folia no Pelourinho

    Bruno Monteiro vê tentativa de apropriação em fala do prefeito sobre investimentos no local

    Foto: Jorge Oliveira / bahia.ba

    O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, rebateu o prefeito Bruno Reis (União Brasil) diante do que viu como tentativa de apropriação a respeito do Carnaval do Pelourinho. Segundo o secretário, a prefeitura quer “pongar” no sucesso da festa do Centro Histórico, que é organizado e patrocinado pelo governo do Estado. Neste ano, o local reuniu grandes nomes da música baiana e do Brasil e atraiu 1 milhão de pessoas durante os seis dias da folia.

    “Soam como uma tentativa de apropriação de algo que a prefeitura não teve participação. O sucesso do Carnaval no Pelourinho se deu graças ao investimento do governo do Estado, que trouxe atrações e programações que valorizam nossa diversidade cultural, atendendo aos pedidos da comunidade que vive e faz o Pelourinho acontecer. Nós sabemos disso porque estamos no Pelourinho no cotidiano”, afirmou Bruno em publicação nas redes sociais.

    Em coletiva de imprensa na Quarta-feira de Cinzas, Bruno Reis disse que a prefeitura praticamente assumiu a gestão do Pelourinho e celebrou a movimentação no local. “Ontem nós tivemos que fechar os pórticos de acesso ao Pelourinho pela quantidade de pessoas. Quando é que a gente imaginaria isso? É um outro feito histórico. Se de um lado a gente salva o Carnaval do Centro, por outro, resgatamos definitivamente o desejo do cidadão de ir para o seu Centro Histórico”, declarou o prefeito.

    Monteiro, por sua vez, diz cobrar comportamento mais honesto do chefe do Executivo municipal. “O debate político é necessário e saudável para a democracia. Mas ele precisa ser feito a partir da honestidade e da verdade”, disse.

    “O Pelourinho seguirá vivo, pulsando a nossa cultura, com segurança e estrutura para os baianos e baianas. É nessa direção que o governo do Estado trabalha e seguirá trabalhando. Sempre com diálogo e respeito, jamais com oportunismos casuísticos”, acrescentou o secretário