Tuca Fernandes defende consenso sobre valorização dos pioneiros
Cantor defendeu diálogo e maturidade entre as diferentes gerações da folia

Em meio às discussões sobre a valorização dos artistas que ajudaram a consolidar os circuitos do Carnaval de Salvador, Tuca Fernandes afirmou que o debate é legítimo, mas precisa ocorrer de forma equilibrada. Em entrevista ao bahia.ba, na noite desta terça-feira (17), no Camarote Brahma, o cantor defendeu diálogo e maturidade entre as diferentes gerações da folia.
Para ele, o reconhecimento histórico é importante, mas não deve se transformar em disputa pública.“Cara, é muito importante, a gente tem que… é uma discussão, quer dizer, não é uma discussão. É uma coisa pra gente tentar chegar no batalhão comum.”
Ao recordar momentos marcantes da transformação dos circuitos, o artista citou episódios que ajudaram a moldar o formato atual da festa, especialmente nos anos 1990. “Eu lembro muito bem, cara, quando eu tava na avenida, né? E o Durval, maluco, chegou, vamos descer a ladeira da barra, de que esse cara é louco, cara, né? Anos 90, ele desceu a ladeira da barra com o bloco dele, foi uma coisa maravilhosa.”
Tuca também mencionou o início da trajetória de Daniela Mercury na região. “Eu lembro quando Daniela Mercury começou aqui, entendeu? Lembro de vários artistas, aqui era um circuito alternativo, onde se passavam só os blocos que não tinham espaço lá em cima.”
“Então, não é uma coisa assim pragmática, ah, é, é. Acho que é uma coisa que tem que ser discutida e achar o denominador comum. O melhor pra todo mundo, porque o nosso carnaval é um carnaval fantástico. Eu acho que não tem que ter polêmica, tem que parar, sentar, ter o mínimo de conversar.”
Na avaliação de Tuca, o equilíbrio passa pelo reconhecimento de direitos e deveres dentro da cadeia produtiva da festa.
“Eu acho que você tem direito a isso, eu tenho, e aí o seu dever é esse, então para cada um usar na sua e a gente continuar, porque isso aqui é maravilhoso, esse circuito é a cara da Bahia”, afirmou.
Conselho para os novatos no Carnaval
Com mais de três décadas de carreira na folia baiana, Tuca também falou sobre longevidade artística e deu conselhos a quem tenta se firmar no Carnaval.
“Caramba, olha, quando eu comecei, né, foi em 93, 94, cara, Daniela já tinha estourado no mundo, com a cor dessa cidade sou eu, Durval vinha com mesmo com o amor, do Chiclete de Anjos, do Ruiz, já era. Aí a gente falava, cara, como é que a gente vai furar essa bolha, né? Então a gente, nós, como, nós tínhamos essa coisa meio rock’n’roll, nós fomos a primeira banda a ter duas guitarras, rock’n’roll, as composições eram bem pegadas, era uma mistura de pop com Bahia, e nós tínhamos uma metaleira muito bacana, tivemos a ideia de botar um trompete, um sax. Então foi assim que a gente furou essa bolha, então procure você ter algum, alguma peculiaridade, mas não se deixe levar pela moda, faça um som que você, cara, quando você sobe no palco, a galera sente, quando você está falando a verdade, tocando a verdade, sentindo a verdade, isso aí, a galera vai atrás de você”, afirmou Tuca.
O cantor defendeu autenticidade como estratégia central para se manter relevante em um ambiente competitivo e marcado por ciclos rápidos de popularidade. Para ele, mais do que seguir tendências, é fundamental desenvolver identidade própria musical e de palco capaz de criar conexão genuína com o público.
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