América Móvil: corte de investimentos no Brasil pode chegar a 20%
Companhia que controla Claro, Embratel e Net condiciona novos aportes de recursos ao ritmo de atividade econômica do país

A América Móvil, que controla Claro, Embratel e Net, pode cortar de 10% a 20% os investimentos no Brasil neste ano, dependendo do ritmo da atividade econômica do país. “Se houver uma queda (dos investimentos), será devido à desaceleração econômica”, afirmou o presidente do grupo no Brasil, José Félix, em entrevista coletiva no Rio.
O executivo acredita numa retomada da economia somente em 2017. A companhia não divulga os números de investimentos por ano, mas informou que o montante aplicado nos últimos três anos foi de R$ 30 bilhões no país.
Félix afirmou que, inicialmente, a previsão era de que os investimentos de 2016 fossem semelhantes aos do ano anterior, mas que o uso desse montante depende do crescimento do país e pode ser afetado pela crise econômica.
“Uma parcela do investimento é variável, depende de quanto vendemos. Não estamos economizando em publicidade, por exemplo, até incrementamos. Nesse sentido, seguimos confiantes no país. Entretanto, o Brasil hoje cresce menos do que há um ou dois”.
Jogos Olímpicos – Em relação aos investimentos em infraestrutura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, o grupo não quis detalhar o quanto foi gasto, mas informou que haverá uma rede com mais de 370 mil quilômetros de fibras ópticas, chamada Backbone Olímpico Embratel. As marcas são responsáveis por todos os serviços de telecomunicações que dão suporte aos eventos esportivos.

O diretor de Negócios e Marketing da Embratel, Marcello Miguel, afirmou que a previsão é de que o tráfego de dados durante as Olimpíadas 2016 seja quatro vezes superior ao do evento anterior, realizado em Londres em 2014. Além disso, disse que haverá duas vezes mais dispositivos móveis conectados simultaneamente do que o Super Bowl 50, o maior evento esportivo dos EUA.
Sobre possíveis problemas de congestionamento no uso de celulares durante o evento, o presidente da Embratel, José Formoso, disse que os investimentos foram feitos para que isso não ocorra. “Estamos preocupados, mas os investimentos foram feitos para acompanhar a demanda de dados”.
Em comparação com a Copa do Mundo, quando usuários tiveram dificuldades na conexão, afirmou que há importantes diferenças. “As pessoas estão mais distribuídas (nos Jogos Olímpicos)”. Para ele, os eventos mais críticos serão a abertura e encerramento dos jogos, no Maracanã, no Rio.
TV por assinatura – O executivo disse ainda esperar para o terceiro trimestre do ano uma estabilização da base de clientes da Claro na TV por assinatura via satélite. Para Félix, a retomada do crescimento só ocorrerá junto com a melhora da situação econômica do país, o que ele acredita que só ocorrerá em 2017.
As operadoras brasileiras têm perdido assinantes desse serviço por seguidos meses em meio à crise econômica. Na Claro, a perda de cliente ocorre não só pela crise, mas também por uma mudança de foco para outro público, de mais alta renda.
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