Autoridades do BCE apoiam mais cortes de juros conforme inflação volta à meta
Integrante francês do Conselho do BCE e seu colega lituano, apoiaram expectativas do mercado de mais dois cortes nas taxas de juros este ano

Dois formuladores de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) apoiaram nesta sexta-feira (19) novos cortes nas taxas de juros, expressando maior confiança de que a inflação estará se aproximando da meta do BCE no próximo ano.
De acordo com informações do portal InfoMoney, o BCE manteve as taxas de juros estáveis na quinta-feira e sua presidente, Christine Lagarde, disse que sua próxima decisão, em 12 de setembro, estava “totalmente aberta”.
Entretanto, o integrante francês do Conselho do BCE, François Villeroy de Galhau, e seu colega lituano, Gediminas Simkus, foram mais explícitos nesta sexta-feira, apoiando as expectativas do mercado de mais dois cortes nas taxas de juros este ano, em setembro e dezembro.
“As expectativas do mercado em relação à trajetória das taxas de juros me parecem bastante razoáveis no momento”, disse Villeroy em uma entrevista à rádio francesa BFM Business.
Simkus foi além, dizendo em uma coletiva de imprensa em Vilnius que as taxas “continuariam a cair, e de forma bastante significativa”, na ordem de um ponto percentual por ano.
Isso está de acordo com os preços dos mercados monetários, que preveem que a taxa que o BCE paga sobre os depósitos bancários cairá dos atuais 3,75% para 2,5% até o final do próximo ano.
Ambos os governadores há muito tempo vêm clamando por mais reduções nas taxas, mas fontes disseram à Reuters que até mesmo alguns dos formuladores de política monetária mais agressivos estavam abertos a um corte em setembro, desde que os dados recebidos confirmem a contínua desinflação.
Simkus e Villeroy mantiveram a previsão do BCE, publicada no mês passado, de que a inflação na zona do euro cairá dos atuais 2,5% para a meta de 2% no segundo semestre do próximo ano.
“Vou até dizer esta manhã que, salvo qualquer choque, isso é mais do que uma previsão, é um compromisso”, ressaltou Villeroy.
Os formuladores de política monetária devem ter se sentido confortados por pesquisas do BCE que mostram que as empresas esperam aumentos de preços apenas moderados e que os economistas preveem uma inflação em desaceleração contínua.
“Os contatos relataram um crescimento moderado dos preços em geral e esperavam que isso continuasse no trimestre seguinte, com o crescimento dos preços ainda mais forte nos serviços do que na indústria”, pontuou o BCE após pesquisar 62 grandes empresas da área do euro.
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