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Publicado em 16/01/2026 às 15h42.

Avicultura baiana cresce 16,3% em 2025 e inicia 2026 com expectativas otimistas

Livre da gripe aviária, Bahia lidera o Nordeste na produção de frango e projeta retomada das exportações

Redação
Foto: Pixabay

 

A avicultura baiana fechou 2025 com crescimento de 16,3% na produção de ovos e inicia 2026 com perspectivas otimistas. Livre de focos de gripe aviária que atingiram alguns estados do país no ano passado, a Bahia lidera a região Nordeste, com mais de 152 milhões de pintinhos alojados para a produção de frango de corte, e se prepara para ampliar a participação no mercado interno, além de retomar as exportações.

O desempenho positivo reflete o compromisso dos criadores com o controle de qualidade, a segurança sanitária e a rastreabilidade, atendendo às exigências dos órgãos estaduais. Como resultado, o estado se consolida como um dos maiores produtores de frango do Norte e Nordeste e ocupa a 9ª posição no ranking nacional.

Garantir a sanidade animal é uma das prioridades da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), por meio da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que atua de forma alinhada ao Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA). O foco está na prevenção e no controle de doenças em aves, além da inspeção de abatedouros frigoríficos, assegurando a qualidade e a segurança dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores.

Para o secretário da Seagri, Pablo Barrozo, esse trabalho é uma das frentes decisivas para os resultados alcançados. “A Bahia se manteve livre da gripe aviária graças à atuação integrada entre o poder público, os produtores e todo o sistema de defesa agropecuária. Isso mostra que investir em prevenção e controle sanitário é fundamental para proteger nossos produtores e garantir a competitividade do setor”, destaca.

Agenda para fortalecer o setor

Para 2026, a perspectiva segue positiva, com a retomada das importações pela China e pela União Europeia. “Esse movimento beneficia diretamente a Bahia, pois reduz o volume de produtos vindos de outros estados para o mercado interno, fortalecendo a produção local. Assim, o frango tem conquistado cada vez mais espaço na mesa dos baianos”, explica Barrozo.

A presidente da Associação Baiana de Avicultura (ABA), Kesley Jordana, ressalta que o diálogo com o poder público tem sido produtivo. “Os governos estadual e federal atuam em parceria, apoiando o desenvolvimento do setor. Nosso diálogo com a Seagri tem demonstrado a visão estratégica da secretaria ao buscar soluções que realmente fortalecem a avicultura baiana”, afirma.

Para ampliar ainda mais o crescimento, a presidente da ABA aponta uma agenda de oportunidades em discussão com os diversos setores, como financiamento acessível para modernização de granjas, incentivos fiscais, programas de crédito para pequenos e médios produtores e campanhas que aproximem o consumidor baiano da produção local.

Exportações batem recorde

O ano de 2025 também foi histórico para as exportações brasileiras de frango. Após embarcar 5,14 milhões de toneladas em 2023 e 5,294 milhões em 2024, o país alcançou o recorde de 5,324 milhões de toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O desempenho reafirma o Brasil como o maior exportador mundial de frango, evidenciando a competitividade e a credibilidade sanitária da avicultura nacional. Para o assessor técnico da Seagri, Paulo Emílio Torres, o resultado merece reconhecimento. “É uma conquista de toda a cadeia produtiva, das entidades do setor e do poder público comprometido com o fortalecimento do agronegócio brasileiro”, conclui.

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