Bahia e Salvador lideram atraso escolar em 2022
Estado e capital registraram os maiores índices de atraso entre estudantes de 6 a 14 e 18 a 24 anos
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Segundo os resultados do Censo Demográfico, em 22 anos, na Bahia, a proporção de pessoas que frequentavam creche ou escola, independentemente do ano ou grau em que estavam, ou taxa bruta de frequência escolar, cresceu em quase todos os grupos de idade, exceto entre quem tinha de 18 a 24 anos. Os avanços mais expressivos foram verificados entre as crianças mais novas, de 0 a 3 e de 4 a 5 anos.
Em 2022, no estado, quase 3 em cada 10 crianças de até 3 anos de idade estavam na creche: 26,8% ou 187.340, em números absolutos. A proporção mais que triplicou em relação ao ano 2000, quando apenas 8,1% das crianças dessa faixa etária estavam na creche, e teve aumento significativo também frente a 2010, quando a taxa era 19,8%.
Entre as crianças de 4 a 5 anos, em 2022, quase 9 em cada 10 (87,7% ou 326.141) frequentavam a escola, na Bahia. A proporção havia sido de pouco mais da metade em 2000 (55,0%) e de 84,0% em 2010.
No grupo de 6 a 14 anos, a frequência escolar chegava a 98,4% (1.763.614 pessoas) em 2022, na Bahia, também mostrando aumentos frente a 2010 (96,9%) e 2000 (91,8%). Já entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 85,8% frequentavam escola (546.683), frente a 83,7% em 2010 e 79,3% em 2000.
No estado, a frequência a instituição regular de ensino só caiu entre os jovens de 18 a 24 anos. Em 2022, 27,2% da população nessa faixa etária estavam na escola ou universidade, o que representava 413.483 pessoas. Em 2010, a proporção era de 31,0%, e, em 2000, de 38,8%.
Isso se deveu, por um lado, à diminuição da parcela de pessoas dessa idade frequentando o ensino médio ou níveis educacionais anteriores, ou seja, em atraso escolar. Por outro lado, o aumento verificado no número de jovens na universidade, no período, não foi suficiente para fazer o indicador crescer.
No Brasil como um todo, entre os Censos de 2000 e 2022, o movimento foi parecido. Houve crescimento na frequência à escola ou creche da população até 17 anos de idade. As variações mais expressivas ocorreram nos grupos mais jovens. Entre as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de frequência escolar avançou de 9,4%, em 2000, para 33,9%, em 2022. Na faixa de 4 a 5 anos de idade, a elevação foi de 51,4% para 86,7%.
No grupo de 6 a 14 anos, a a taxa de escolarização, no país, subiu de 93,1% para 98,3%, enquanto na faixa de 15 a 17 anos passou de 83,3% para 85,3%. Já no grupo etário entre 18 e 24 anos, a taxa bruta de frequência escolar nacional diminuiu de 31,3% em 2000 para 30,6% 2010 e, depois, para 27,7% em 2022.
Apesar dos avanços em pouco mais de duas décadas e de ter indicadores muito próximos aos nacionais – às vezes até superiores -, a Bahia ainda estava, em 2022, longe de cumprir algumas metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Criado em 2014, pela lei nº 13.005, o PNE estabelece que, até o fim de 2025, ao menos metade das crianças de até 3 anos estejam na creche e que a frequência escolar seja universalizada para pessoas de 4 a 5, 6 a 14 e 15 a 17 anos. Nenhum estado cumpria essas metas em 2022.
Nacionalmente, dentre as 27 unidades da Federação, a Bahia tinha a 18ª taxa de frequência escolar na faixa de 0 a 3 anos; a 12ª de 4 a 5 anos; a 13ª para o grupo de 6 a 14 anos; a 11ª entre 15 e 17 anos; e a 19ª entre 18 e 24 anos.
Na população de 0 a 3 anos, a maior frequência à escola ou creche foi registrada em São Paulo (49,2%). Na faixa de 4 a 5 anos, a maior taxa foi a do Piauí (94,6%). O Distrito Federal registrou as maiores taxas para os grupos de 6 a 14 anos (99,0%), 15 a 17 (89,5%) e 18 e 24 anos (36,8%).
A tabela a seguir mostra as taxas brutas de frequência escolar para o Brasil e as unidades da Federação, nos grupos etários que representam as etapas da educação formal. Ela está ordenada da maior para menor taxa, na coluna de 18 a 24 anos de idade.
Entre 2010 e 2022, em Salvador, a frequência escolar só cresceu entre pessoas de até 3 anos e de 6 a 14 anos de idade
Enquanto na Bahia, entre 2010 e 2022, a frequência à escola cresceu em quase todos os grupos de idade, no município de Salvador, esse indicador só avançou para as crianças menores, de até 3 anos, e na faixa de 6 a 14 anos. Nos demais grupos, houve recuos.
Em 2022, em Salvador, 34,2% das pessoas de até 3 anos de idade estavam na creche (32.542, em números absolutos). A proporção era de 29,5% em 2010. Já na faixa etária seguinte, de 4 a 5 anos, 86,3% das crianças frequentavam escola (45.942), menos do que os 88,5% de 2010.
No grupo de 6 a 14 anos, a frequência escolar na capital chegou a 97,5% em 2022 (249.705 pessoas), também mostrando aumento frente a 2010 (quando era 96,9%). Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, por sua vez, a frequência à escola caiu de 86,9% em 2010 para 83,3% em 2022.
Também houve recuo entre os jovens de 18 a 24 anos de idade. Em 2022, 32,4% dessa população estavam na escola ou universidade, o que representava 72.903 pessoas, frente a 38,4% em 2010.
Entre as 27 capitais, Salvador tinha, em 2022, a 12ª maior taxa de frequência bruta escolar tanto na faixa de até 3 anos quanto na de 4 a 5 anos de idade. Na faixa de 6 a 14 anos, ficava apenas com a 20ª taxa; no grupo de 15 a 17 anos, perdia duas posições e fica com a 22ª taxa entre as capitais; já entre os jovens de 18 a 24 anos tinha a 18ª proporção.
Na Bahia, 14 cidades têm ao menos ½ das crianças até 3 anos na escola; 19 têm todas as de 4 a 5 anos; e 35 têm todas as de 6 a 14 anos na escola
Em 2022, segundo o Censo Demográfico, dos 417 municípios baianos, 14 (3,4%) tinham ao menos metade (50,0%) das crianças de até 3 anos de idade frequentado creche, ou seja, cumpriam o previsto na meta 1 do Plano Nacional de Educação. Eles eram liderados por Elísio Medrado (70,1%), Salinas da Margarida (57,4%) e Várzea do Poço (57,3%).
Na faixa de 4 a 5 anos de idade, 19 municípios baianos (4,6% do total) tinham todas as crianças frequentando escola em 2022. Já 35 municípios (8,4%) tinham 100% de sua população de 6 a 14 anos de idade frequentando escola, também já estando de acordo com o que prevê o PNE.
Só 1 dos 417 municípios baianos cumpria simultaneamente esses três objetivos do Plano Nacional de Educação, em 2022: Cordeiros, no Centro-Sul do estado, que tinha 7.546 habitantes, segundo o Censo Demográfico.
Por sua vez, nenhum município da Bahia tinha, em 2022, 100% da população de 15 a 17 anos de idade frequentando escola. Os que chegavam mais perto eram Pé de Serra (97,2%), Floresta Azul (96,8%) e Ouriçangas (96,6%), empatado, no arredondamento, com Érico Cardoso (96,6%).
Em 2022, na Bahia, 1 em cada 10 estudantes de 6 a 14 anos, 4 em 10 de 15 a 17 anos e 6 em 10 de 18 a 24 anos estavam atrasados
Apesar dos avanços na frequência bruta à escola em quase todos os grupos de idade, em 2022 a Bahia tinha índices elevados de atraso escolar, ou seja, de estudantes que ainda não tinham conseguido chegar ao nível de ensino adequado à sua idade.
O estado liderava nacionalmente no atraso entre estudantes de 6 a 14 anos e de 18 a 24 anos e ficava em 4º lugar na faixa de 15 a 17 anos.
Quase 1 em cada 10 estudantes baianos de 6 a 14 anos (8,9% ou 156.406 em números absolutos) ainda não haviam, em 2022, chegado nem a primeiro ano do ensino fundamental. Era a maior proporção entre os estados.
No Brasil como um todo, 7,2% dos estudantes de 6 a 14 anos estavam atrasados. Imediatamente abaixo da Bahia vinham Rio de Janeiro (8,8%) e Goiás (8,5%), enquanto, no outro extremo, Acre (5,7%), Rio Grande do Sul e Piauí tinham as menores taxas de atraso escolar nessa faixa etária (os dois últimos empatados, no arredondamento, com 6,3% cada um).
Na etapa seguinte, na Bahia, quase 4 em cada 10 adolescentes de 15 a 17 anos que estudavam ainda não tinham chegado ao ensino médio (36,4% ou 198.964 pessoas). Era o 4º maior percentual entre os estados, abaixo apenas de Pará (38,0%), Rio Grande do Norte (36,9%) e Amapá (36,7%).
No Brasil como um todo, 26,8% dos estudantes de 15 a 17 anos ainda não tinham chegado ao ensino o médio, em 2022. Os menores atrasos escolares nessa faixa etária estavam em São Paulo (19,3%), Paraná (19,8%) e Ceará (21,6%).
Já na faixa de 18 a 24 anos de idade, na Bahia, em 2022, 6 em cada 10 estudantes ainda não estavam cursando o ensino superior (63,3% ou 261.707 pessoas). Também era a maior taxa de atraso escolar entre os estados e bem acima da nacional (43,6%). Logo abaixo da Bahia vinham Amazonas (62,1%), Pará (62,1%) e Alagoas (58,7%). Os menores percentuais estavam em Paraná (29,3%), Distrito Federal (29,5%) e Santa Catarina (32,5%).
Entre as capitais, Salvador ocupava as mesmas colocações. Tinha o maior atraso escolar entre estudantes de 6 a 14 anos: 10,2% (25.470) nessa idade ainda não haviam chegado nem aos anos iniciais do ensino fundamental. Também liderava no atraso dos estudantes de 18 a 24 anos de idade, 55,4% dos quais não estavam no ensino superior (43.318 pessoas).
A capital baiana ficava ainda em 4º lugar na proporção de adolescentes de 15 a 17 anos que não tinham iniciado o ensino médio: 30,0% ou 21.865. Neste caso, abaixo apenas de Macapá/AP (34,0% de atraso nessa idade), Natal/RN (33,3%) e Porto Alegre/RS (31,4%).
Nível de instrução avança, mas, em 2022, Bahia tinha 2ª menor proporção de adultos com ensino superior (12,0%); e Salvador, a 4ª menor (21,4%)
Além do aumento da frequência bruta à escola, também houve avanços no nível de instrução das populações baiana e soteropolitana, entre os Censos de 2010 e 2022, com redução da participação de adultos menos escolarizados e crescimento da proporção de pessoas que tinham concluído o ensino básico (até o ensino médio) ou o ensino superior.
Ainda assim, tanto a Bahia quanto Salvador ainda apresentavam percentuais de população adulta com ensino superior completo que estavam entre os menores dentre os estados e as capitais, respectivamente.
Em 2022, na Bahia, 4 em cada 10 pessoas de 25 anos ou mais de idade (44,4% ou 4.048.852) não tinham instrução ou não haviam concluído o ensino fundamental. Essa proporção havia sido de 6 em cada 10 (58,3%) em 2010 e de 7 em cada 10 (72,5%) em 2000.
Apesar da melhoria, a proporção baiana em 2022 ainda era a 5ª mais elevada entre os 27 estados. No Brasil como um todo, 35,2% das pessoas de 25 anos ou mais de idade não tinham chegado a concluir o ensino fundamental.
Na Bahia, 1 em cada 10 pessoas de 25 anos ou mais (12,4% ou 1.130.930) tinha concluído o ensino fundamental, mas não o ensino médio, em 2022. A proporção cresceu um pouco frente a 2010, quando era de 11,7%, e a 2000, quando havia sido 8,2%. Era a 4ª menor entre os estados. No Brasil como um todo, 14,0% dos adultos tinham concluído o ensino fundamental, mas não o médio.
De cada 10 adultos baianos, 3 tinham ensino médio concluído, mas não haviam completado o ensino superior em 2022 (31,2% ou 2.849.657), frente a 23,45% em 2010 e 14,8% em 2000. Era o 12º percentual entre os 27 estados e próximo ao do Brasil como um todo (32,3%).
No total, 4 em cada 10 adultos baianos (43,2% ou 3.943.859) haviam concluído o ensino básico, ou seja tinham terminado ao menos o ensino médio. Essa proporção também cresceu bastante frente a 2010 (quando era 29,8%) e a 2000 (quando era 17,9%).
Entretanto, em 2022, só 1 em cada 10 pessoas de 25 anos ou mais de idade, na Bahia, havia concluído o ensino superior (12,0% ou 1.094.202). Embora essa proporção tenha quase dobrado frente a 2010, quando era 6,4%, e quadruplicado frente a 2000, quando havia sido 3,1%, ainda era a 2ª mais baixa entre os estados brasileiros, acima apenas da registrada no Maranhão (11,1%) e empatada, no arredondamento, com a do Pará (12,0%).
Em Salvador, 2 em cada 10 pessoas de 25 anos ou mais de idade não tinham instrução ou tinham no máximo o ensino fundamental incompleto (23,2% ou 391.055), frente a 32,0% em 2010. Era o 13º percentual entre as 27 capitais.
De cada 10 adultos, 1 tinha o ensino fundamental concluído, mas não havia terminado o ensino médio (14,1% ou 237.303), com uma leve queda frente a 2010 (quando era 15,2%). Era o 7º percentual entre as capitais. Outros 4 em cada 10 adultos (41,3% ou 695.080) tinham concluído o ensino médio ou tinham superior incompleto, frente a 37,7% em 2010, percentual que era o 3º mais alto entre as capitais.
No total, 6 em cada 10 adultos soteropolitanos (62,7% ou 1.056.050) haviam concluído o ensino básico, ou seja tinham terminado ao menos o ensino médio, em 2022. Essa proporção também cresceu de forma importante em relação a 2010 (quando era 52,3%).
Entretanto, apenas 2 em cada 10 pessoas de 25 anos ou mais que moravam em Salvador, em 2022, tinham ensino superior completo (21,4% ou 360.970). A participação dos mais instruídos no total de adultos cresceu frente a 2010, quando havia sido 14,6%, mas ainda era a 4ª mais baixa entre as capitais, acima apenas de Manaus/AM (19,8%), Porto Velho/RO (20,6%) e Fortaleza/CE (21,2%).
Em 8 de cada 10 municípios baianos (83,0%) mais da metade dos adultos são sem instrução ou com até o fundamental incompleto
Além de apresentar uma baixa proporção de adultos com ensino superior completo, a Bahia também tem um grande número de cidades onde a população é majoritariamente de baixa instrução.
Em 2022, em 8 de cada 10 municípios baianos (83,0% ou 346 dos 417) mais da metade das pessoas adultas (25 anos ou mais de idade) eram sem instrução ou tinham apenas o ensino fundamental incompleto.
Itapicuru, com 73,9% dos habitantes de 25 anos ou mais de idade sem instrução ou com até o fundamental incompleto, Adustina (73,2%), Monte Santo (73,0%) e Pedro Alexandre (73,0%) tinham as maiores participações de população adulta com baixa instrução.
Por outro lado, só 19 cidades (4,6% das 417) tinham pelo menos a metade da população de 25 anos ou mais de idade com o ensino básico concluído (fundamental e médio). Elas eram lideradas por Lauro de Freitas (66,2%), Salvador (62,7%) e Madre de Deus (61,3%).
Lauro de Freitas e Salvador também lideravam o grupo de 49 cidades (1 em cada 10 ou 11,8% das 417) que tinham pelo menos 10,0% dos adultos com ensino superior completo, com 27,3% e 21,4%, respectivamente. Em terceiro lugar nesse ranking vinha Itabuna (17,6%).
Na Bahia e em Salvador, mulheres, pessoas amarelas e brancas são mais instruídas; homens, pessoas indígenas e pretas são menos
Tanto na Bahia como um todo quanto em Salvador, as mulheres são mais instruídas, em média, do que os homens. No estado, 14,5% das mulheres adultas completaram o ensino superior, frente a 9,2% dos homens. Na capital, as proporções eram de 23,1% entre elas e 19,3% entre eles.
Na análise por cor ou raça, porém, há diferenças entre o estado e a capital.
Na Bahia, as pessoas amarelas são, proporcionalmente, as mais instruídas: 21,8% das que têm 25 anos ou mais de idade concluíram o ensino superior. A proporção de pessoas amarelas com ensino superior no estado (21,8%) é quase o triplo da verificada no outro extremo, onde estão os indígenas adultos, dos quais apenas 7,9% têm o maior nível de instrução.
Já em Salvador, as pessoas brancas são proporcionalmente mais instruídas: 4 em cada 10 das que têm 25 anos ou mais de idade concluíram o ensino superior (43,9%). Essa proporção é bem mais do que o dobro da verificada entre as pessoas pretas adultas, 13,2% das quais concluíram o ensino superior – a menor percentagem dentre as categorias de cor ou raça.
Em 2022, adultos na Bahia tinham 8,3 anos de estudo, menos do que o ensino fundamental completo e a 5ª menor média entre os estados
Um indicador sintético do nível de instrução de uma determinada população é o número médio de anos de estudo. Na Bahia, em 2022, a população com 25 anos ou mais tinha em média 8,3 anos de estudo. Além de não chegar a representar o ensino fundamental completo, que seriam 9 anos, era o 5º menor indicador entre os estados.
No Brasil como um todo, em 2022, a população adulta tinha em média 9,6 anos de estudo. Nenhum estado tinha média de pelo menos 12 anos de estudo, o que equivaleria ao ensino médio completo. O Distrito Federal era o que chegava mais perto, com a maior média: 11,8 anos de estudo. Em seguida vinham São Paulo (10,6 anos) e Rio de Janeiro (10,4 anos).
No outro extremo, Piauí (7,9 anos), Alagoas (8,0), Paraíba (8,1) e Maranhão (8,1) eram os únicos estados abaixo da Bahia e com os menores números médios de anos de estudo.
Em Salvador, a população de 25 anos ou mais de idade tinha, em média, 10,8 anos de estudo. Maior do que o do estado e o do país, o indicador soteropolitano era apenas o 18º entre as 27 capitais, num ranking liderado por Florianópolis/SC (12,8 anos), Vitória/ES (12,4) e Curitiba/PR (12,0), todas já com médias equivalente ou superiores ao ensino médio completo.
Só em 23 dos 417 municípios baianos (5,5% do total) a população de 25 anos ou mais de idade tinha média de pelo menos 9 anos de estudo, em 2022. Esse grupo era liderado, mais uma vez, por Lauro de Freitas (11,2 anos), seguido por Salvador (10,8) e Madre de Deus (10,3). No outro extremo estavam Pedro Alexandre (4,6 anos de estudo), Monte Santo (4,7) e Mirante (4,7).
Em 22 anos, pretos ou pardos passam de 40,5% para 68,2% das pessoas com graduação completa, na Bahia
Entre 2000 e 2022, além de a participação de pessoas com ensino superior completo no total da população ter aumentado, na Bahia, o perfil por cor ou raça desse grupo mais instruído também mudou.
Por um lado, nesses 22 anos, as pessoas brancas deixaram de ser majoritárias. Eram 58,1% das que tinham graduação concluída em 2000, no estado, e passaram a ser 31,2% em 2022 – ou seja, sua participação quase caiu pela metade.
Por outro lado, as proporções de pessoas pretas ou pardas tiveram aumentos significativos. Os pardos, que eram 33,8% das pessoas com ensino superior de graduação concluído em 2000, passaram a representar 49,7% em 2022, tornando-se o grupo predominante. Já as pessoas pretas viram sua participação no total de formados quase triplicar, subindo de 6,7% em 2000 para 18,5% em 2022.
Assim, na Bahia, juntas, as pessoas pretas ou pardas aumentaram sua participação de 4 em cada 10 graduados (40,5%) para quase 7 em cada 10 (68,2%), entre 2000 e 2022.
No entanto, as proporções de pessoas pretas ou pardas entre as que tinham ensino superior na Bahia (18,5% e 49,7%, respectivamente) ainda eram, em 2022, menores do que na população em geral (22,4% e 57,3%), enquanto as pessoas brancas eram mais representativas entre as que tinham ensino do superior (31,2%) do que no geral (19,6%).
Na Bahia, mais pessoas são formadas como professores sem área específica; em Salvador, graduações em gestão e administração lideram
Para a população com ensino superior completo, o questionário da amostra do Censo Demográfico 2022 investigou qual havia sido o curso de graduação concluído. Essa informação foi coletada em campo aberto e posteriormente codificada. Os cursos de graduação foram classificados em 10 áreas gerais, 36 áreas específicas e 87 áreas detalhadas, buscando-se aderir ao máximo à Classificação Internacional Normalizada da Educação Adaptada para Cursos de Graduação e Sequenciais de Formação Específica do Brasil (Cine Brasil), desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Ministério da Educação (MEC).
Entre as 10 áreas gerais, a de “Negócios, administração e direito” tinha, em 2022, o maior número de pessoas formadas na Bahia e em Salvador (330.291 e 129.521, respectivamente). Em seguida, vinha a área de “Saúde e bem-estar” (com 222.562 pessoas graduadas na Bahia e 76.729 em Salvador). Na terceira posição, no estado, estava a área de “Educação” (198.488 pessoas formadas), já na capital “Engenharia, produção e construção” ficava em terceiro (37.382 pessoas).
Na Bahia como um todo, a grande área de “Computação e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)” tinha o menor número de pessoas formadas (20.325). Em Salvador, a última posição ficava com a área de “Agricultura, silvicultura, pesca e veterinária” (4.403).
No maior nível de detalhamento por curso de graduação, na Bahia, “Formação de professores sem áreas específicas” liderava (174.326 pessoas com curso de graduação concluído), seguida por “Gestão e administração” (161.530 pessoas) e “Direito” (95.219).
Em Salvador, por sua vez, “Gestão e administração” liderava (59.461 pessoas com curso concluído), seguida por “Direito” (40.742) e “Formação de professores sem áreas específicas” (26.397 pessoas graduadas).
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