Bahia investiu R$ 24,04 bilhões na atual gestão e média anual é a maior em décadas, diz Sefaz
De acordo com levantamento da Secretaria de Fazenda, média de 2023 a 2025 é de R$ 8 bi por ano

Os investimentos realizados pelo Estado da Bahia já alcançam R$ 24,04 bilhões na gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), somando-se os valores relativos aos anos de 2023, 2024 e 2025. A média de R$ 8 bilhões investidos por ano ao longo do atual governo supera as de gestões anteriores ao longo das últimas décadas mesmo considerando-se a atualização monetária, de acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) divulgado nesta quinta-feira (9).
Para efeito de comparação, o volume de recursos investidos em toda a última década, de 2015 a 2025, somou R$ 50,01 bilhões em valores históricos. “A atual gestão já tinha estabelecido um recorde de investimentos para os primeiros dois anos, e continua a atuar fortemente para melhorar as condições de vida da população ao destinar montantes expressivos em todo o estado para tornar cada vez mais eficientes os serviços públicos”, afirma o secretário da Fazenda, Manoel Vitório.
Ele lembra que este esforço é materializado por meio de uma rede crescente de hospitais e policlínicas, modernas escolas de tempo integral e mais equipamentos de segurança, além da ampliação da infraestrutura, com obras em rodovias, sistemas hídricos e de combate aos efeitos da seca, urbanização e mobilidade.
De acordo com a Sefaz, a Bahia, de forma inédita, alcançou o primeiro lugar em investimentos no país nos primeiros oito meses de 2025. No cômputo do ano, voltou a ser superada apenas por São Paulo. Em termos proporcionais, no entanto, o investimento do governo baiano segue mais relevante, já que o governo paulista dispõe de cinco vezes mais recursos que o baiano para as despesas anuais.
“O investimento injeta recursos na economia, criando empregos e fomentando a renda, e, ao reforçar a capacidade de prestação de serviços à população e ampliar a infraestrutura, melhora a atratividade da Bahia, potencializando o interesse dos investidores”, afirma Vitório.
Redução da dívida
Em contraste com o crescimento do ritmo de investimentos, o endividamento do Estado oscilou para baixo na última década: a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida era de 59,4% em 2015, e encerrou 2025 em 37%.
Mesmo com as recentes contratações de novas operações de crédito pelo governo baiano, a dívida seguiu em trajetória decrescente no ano passado, encerrando o exercício com um total de R$ 34,7 bilhões em compromissos com credores internos e externos, ante R$ 35,3 bilhões devidos ao final de 2024. A redução foi de 1,5% em termos nominais, ou seja, sem correção monetária, e de 6% se considerada a inflação do período.
Vitório salienta que esses dados, obtidos conforme os parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), “são uma resposta concreta e definitiva a especulações que não levaram em conta fatores que sempre apontaram para a estabilidade da dívida estadual”.
Entre os fatores que contribuíram para que a dívida fosse reduzida, mesmo com as recentes contratações de novas operações de crédito pelo governo baiano, estão as constantes amortizações dos valores devidos, incluindo tanto compromissos assumidos por sucessivos governos com instituições financeiras nacionais e internacionais ao longo das últimas décadas quanto o saldo de precatórios. Em 2025, exemplificou o secretário, o Estado honrou um total de R$ 1,96 bilhão apenas com precatórios, que constituem débitos resultantes de decisões judiciais.
Vitório acrescenta que, do total já investido pela atual gestão desde 2023, apenas R$ 5,07 bilhões foram provenientes de operações de crédito. Os recursos do caixa estadual bancaram a maior parte, cerca de R$ 18,97 bilhões.
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