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Publicado em 06/01/2026 às 22h00.

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas fecha 2025 com recuo no superávit

No acumulado do ano passado, Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas

Redação
Foto: Reprodução Agência Brasil

 

A balança comercial brasileira encerrou o ano de 2025 com um saldo positivo de US$ 68,293 bilhões, o terceiro melhor resultado da série histórica iniciada em 1989. Apesar do montante expressivo, houve uma queda de 7,9% em comparação ao superávit de 2024, quando o saldo foi de US$ 74,177 bilhões.

Segundo os dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o encolhimento do saldo anual foi provocado pelo avanço das importações, que cresceram em ritmo superior ao das exportações, e pelo barateamento de importantes commodities no mercado internacional.

O mês de dezembro, isoladamente, foi um ponto fora da curva ao registrar o melhor desempenho para o período em 36 anos. O superávit mensal atingiu US$ 9,633 bilhões, um salto de 107,8% em relação a dezembro de 2024. No último mês do ano, as exportações totalizaram US$ 31,038 bilhões, impulsionadas pelo forte volume de embarques de soja, café, milho e petróleo bruto.

As importações também bateram recorde para o mês, somando US$ 21,405 bilhões, refletindo a continuidade da recuperação da atividade econômica interna e o aumento na compra de fertilizantes, combustíveis e medicamentos.

Recordes históricos

No acumulado de 2025, o Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas. As exportações somaram US$ 348,676 bilhões, uma alta de 3,5%, mesmo diante de desafios como o “tarifaço” imposto pelo governo dos Estados Unidos e a queda nos preços globais de petróleo e minério de ferro.

Por outro lado, as importações subiram 6,7%, atingindo US$ 280,382 bilhões. O fluxo total de comércio (corrente de comércio) bateu a marca inédita de US$ 629,1 bilhões, demonstrando que a economia brasileira ampliou sua inserção internacional apesar das pressões externas.

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