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Publicado em 07/01/2026 às 21h00.

Brasil registra segunda maior saída de dólares da história em 2025

Apesar disso, o real apresentou uma valorização resiliente ao longo do ano passado

Redação
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quarta-feira (7), dados preliminares que confirmam 2025 como o segundo ano com a maior evasão de divisas desde o início da série histórica em 1982. O fluxo cambial total do ano passado fechou negativo em US$ 33,316 bilhões, sendo superado apenas pelo recorde negativo de 2019, quando a saída líquida atingiu US$ 44,768 bilhões.

Apesar da forte retirada da moeda norte-americana, o real apresentou uma valorização resiliente ao longo de 2025. Esse comportamento foi sustentado principalmente pela manutenção da taxa de juros (Selic) em patamares elevados, o que atraiu investidores para a renda fixa nacional, além de um movimento global de enfraquecimento do dólar.

O resultado negativo foi impulsionado pelo canal financeiro, que acumulou uma saída líquida recorde de US$ 82,467 bilhões. Este canal engloba movimentações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros e dividendos para o exterior e pagamento de juros e outras operações de capital.

De acordo com analistas, um dos fatores que intensificou as remessas em dezembro foi a antecipação de empresas ao fim da isenção do Imposto de Renda sobre remessas internacionais, que passou a ser tributado agora em janeiro de 2026.

Já o canal comercial (exportações e importações contratadas) apresentou uma entrada líquida de US$ 49,151 bilhões. Embora positivo, o saldo não foi suficiente para equilibrar a balança, ficando abaixo do desempenho observado em 2024. O aumento nas importações foi o principal motivo para a redução desse superávit cambial comercial, refletindo o crescimento da economia brasileira e o aumento da demanda interna por insumos e bens estrangeiros.

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