Conjuração Tributária
No dia 12 de agosto de 1798 teve inicio um dos movimentos abolicionista e de independência, mais ricos do Brasil. A Revolta dos Alfaiates ou dos Búzios. Comparado à Inconfidência Mineira, a articulação baiana foi mais arrojada, pois propunha a libertação das pessoas escravizadas – coisa que Tiradentes e seus inconfidentes não pensaram. A revolta foi inspirada na Revolução Francesa e, obviamente, nos seus ideais de fraternidade, liberdade e igualdade.
O que é que isso tem a ver com tributação?
Pois bem, o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo chegou a marca de R$ 1,662 trilhão, no último dia 30 de novembro. Mesmo diante de uma economia demonstrando péssimos indicadores e com taxas crescentes de desemprego, a arrecadação tributária vai bem, obrigado!

Neste cenário, precisamos, de fato, de uma nova conjuração, que defenda a justiça tributária. Não necessariamente estamos a falar da tão alardeada reforma tributária que reduza a carga tributária brasileira – até mesmo porque, o Governo Federal, só consegue conceber o ajuste fiscal através do aumento de tributos. Simplesmente falamos de uma reforma que torne menos confuso, complexo e ineficiente nosso sistema tributário. Isto já seria um bom começo!
O manifesto da conjuração deveria exigir que as leis tributárias fossem formuladas de maneira que fossem inteligíveis mesmo para o contribuinte dotado de conhecimento marginal.
Além disso, deveria demandar que os objetivos perseguidos pela cobrança de tributos e as espécies tributárias que definem a repartição do ônus tributário sejam justas. Na atual sociedade a legalidade (ou seja, a determinação de pagar tributos surgida a partir de uma lei), isoladamente, não atende as necessidades mais básicas do contribuinte (motivação e destinação dos tributos são elementos essenciais na identificação de legitimidade tributária).
A exigência fiscal deve ser transparente, bem como as razões que determinam sua criação e, ainda, a utilidade efetivamente alcançada com a arrecadação do tributo há de ser clara. Só assim teremos uma tributação justa!
Porém, a tarefa não é fácil! Conforme as últimas pesquisas divulgadas pelo IBGE, mais de 75% da população brasileira é composta de analfabetos funcionais, sendo assim considerados aqueles que não são capazes de compreender texto com alguma complexidade, fazer contas mais difíceis que as do dia a dia, ou ainda interpretar gráficos e tabelas. Assim, a maioria da população não tem condições de discutir as exigências fiscais, direta ou indiretamente.
Por isso, espaços destinados a discutir o tema são tão importantes. Não podemos exigir que os contribuintes se rebelem contra o que de fato não conhecem.
Os contribuintes devem, sim, promover uma revolução, mas isso só acontecerá quando alguém se predispuser a compartilhar conhecimentos, a esclarecer a todos quais os tributos que somos obrigados a pagar, porque os pagamos e qual é o destino da arrecadação tributária.
Mais notícias
-
Economia11h54 de 17/01/2026
Acordo entre UE e Mercosul pode baratear azeite, vinhos e queijos no Brasil
Tratado comercial prevê redução de tarifas e amplia a presença de produtos europeus no mercado brasileiro
-
Economia15h42 de 16/01/2026
Avicultura baiana cresce 16,3% em 2025 e inicia 2026 com expectativas otimistas
Livre da gripe aviária, Bahia lidera o Nordeste na produção de frango e projeta retomada das exportações
-
Economia21h00 de 12/01/2026
Teto do seguro-desemprego é ampliado após novo reajuste; conheça novos valores
Benefício pode ser solicitado de forma totalmente digital
-
Economia19h20 de 09/01/2026
Aneel mantém bandeira verde e anuncia calendário para 2026
Ao longo do ano, a agência vai anunciar mensalmente qual será a cor da bandeira aplicada no mês seguinte
-
Economia16h40 de 09/01/2026
Aposentadorias do INSS sobem 3,9% a partir de fevereiro
Quem já recebia benefício acima do mínimo em 1º de fevereiro de 2025 terá o reajuste integral
-
Economia15h36 de 09/01/2026
Inflação fecha 2025 dentro da meta, aponta IBGE; Lula alfineta o mercado financeiro
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
-
Economia21h00 de 07/01/2026
Brasil registra segunda maior saída de dólares da história em 2025
Apesar disso, o real apresentou uma valorização resiliente ao longo do ano passado
-
Economia22h00 de 06/01/2026
Balança comercial registra recorde em dezembro, mas fecha 2025 com recuo no superávit
No acumulado do ano passado, Brasil alcançou recordes históricos tanto em vendas quanto em compras externas
-
Economia16h24 de 06/01/2026
Bahia cria mais de 270 mil empregos em dois anos; Salvador lidera recorte municipal
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos
-
Economia22h00 de 05/01/2026
Mercado reage com otimismo e dólar recua para R$ 5,40 após eventos na Venezuela
No mercado de ações, o otimismo foi ainda mais evidente; veja











