Publicado em 09/08/2016 às 11h40.

Exportações baianas têm redução de 32,7% em julho

Queda é em comparação com mesmo período do ano passado; menor demanda internacional e seca são apontadas como causas

Redação
Foto: Rafael Martins/SECOM
Foto: Rafael Martins/SECOM

 

Após esboçar uma reação no segundo trimestre do ano, as exportações baianas voltaram a registrar queda pelo segundo mês consecutivo. Em julho, atingiram US$ 543,2 milhões com redução de 32,7% comparado a igual mês do ano passado. No acumulado do ano até julho, as exportações baianas alcançaram US$ 3,96 bilhões, um volume 8,6% inferior ao mesmo período de 2015.

As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). Menor demanda global por commodities e a consequente queda dos preços, além da seca que vem afetando a produção agrícola do estado são apontados como os principais responsáveis pela retração das exportações.

A queda de 60% nos embarques de soja em julho também foi determinante para o resultado negativo apurado. As vendas atingiram apenas US$ 49,6 milhões, o que representou uma redução de 72% frente a julho de 2015. Os preços comparados a julho do ano passado também recuaram 30,3%, o que influenciou exportadores a segurar negócios na perspectiva de um novo fator capaz de empurrar as cotações para cima.

As exportações de produtos manufaturados também caíram 20%, fruto do desempenho negativo do setor químico que caiu 19,8% e dos derivados de petróleo (-36,8%). O setor automotivo, entretanto, foi o destaque positivo com crescimento de 42,2%, fruto do aumento nos embarques para a Argentina e Chile, além do efeito câmbio, que tem deixado os preços do setor mais competitivos no mercado internacional.

Importações – As importações, embora em menor escala, também registraram redução em julho de 1,2%, alcançando US$ 803,3 milhões. Os sinais de alguma recuperação da atividade na indústria e a valorização de 20% do real em relação ao dólar no primeiro semestre contribuíram para que a queda das importações tenha sido menor que a das exportações.

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