Publicado em 15/07/2020 às 08h55.

Guedes volta a defender plano de capitalização da aposentadoria e ‘nova CPMF’

Propostas do ministro da Economia deverão ser retomadas após as turbulências da pandemia de coronavírus

Redação
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

 

O ministro Paulo Guedes (Economia) voltou a defender a implementação de programa de reformas trabalhistas e tributárias.

Segundo o portal UOL, após as turbulências da pandemia de coronavírus passarem, ele deverá a insistir no plano de capitalização da Previdência, na qual cada trabalhador é que tem de poupar para a aposentadoria. A proposta já foi rejeitada no debate da reforma da Previdência.

O ministro também trabalhará pela criação de um imposto sobre transações digitais, nos moldes da extinta CPMF. Além disso, Guedes quer ampliar a contratação por hora trabalhada, em vez de salário mensal.

O objetivo, segundo a equipe econômica, é incluir no mercado de trabalho os 38 milhões de brasileiros considerados invisíveis socialmente e que fazem bicos e não trabalham com carteira assinada.

Na avaliação de Guedes, os programas sociais do governo precisam ser destinados a garantir renda para os mais pobres. Por isso ele quer a unificação do Bolsa-Família com outros benefícios e criar o Renda Brasil. Entretanto, o ministro quer que esse programa estimule a educação e a ascensão social das famílias de baixa renda.

Quem receber o Renda Brasil terá de fazer cursos de capacitação para reforçar o ensino fundamental. Além da formação técnica, aulas de português e matemática devem ser ministradas. Essa capacitação deve ser oferecida pelo governo e pelo Sistema S (Senac, Sesi etc.).