Ibovespa avança com ajuda da China; Vale sobe forte
A decisão de Pequim sobre política monetária marca a primeira mudança para um afrouxamento desde 2010

O Ibovespa (IBOV) avançou nesta segunda-feira (9) puxado pela alta de commodities como minério de ferro e petróleo no exterior, após a China afirmar que adotará uma política monetária “adequadamente frouxa” no próximo ano como parte das medidas de apoio ao crescimento econômico, de acordo com informações do portal InfoMoney.
Por volta de 11h10, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, subiu 1,08%, a 127.303,64 pontos, com as ações da Vale entre as maiores altas. O volume financeiro somava 2,71 bilhões de reais.
A decisão de Pequim sobre política monetária marca a primeira mudança para um afrouxamento desde 2010. De acordo com a mídia estatal do país, citando uma reunião do Politburo, a China também implementará uma política fiscal mais proativa e intensificará os ajustes anticíclicos “não convencionais”.
Do lado técnico, análise da equipe do BB Investimentos afirmou que vê o Ibovespa ainda oscilando dentro do canal secundário de baixa que se iniciou no final de agosto, com suporte imediato na faixa dos 124.000 pontos e primeira resistência na máxima da semana, ao redor dos 128.000 pontos.
VALE ON tinha elevação de 3,59%, apoiada pelo movimento dos preços futuros do minério de ferro no exterior na expectativa de mais estímulos na China, o que embalava ações de mineração e siderurgia como um todo na bolsa paulista. CSN MINERAÇÃO ON subiu 4,77%, CSN ON valorizava-se 4,66%, USIMINAS PNA ganhava 3,18% e GERDAU PN era negociada com acréscimo de 2,05%.
PETROBRAS PN avançou 1,26%, acompanhando os preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent, usado como referência pela estatal, era negociado em alta de 1,39%, a 72,11 dólares, também reagindo ao noticiário da China. As cotações do petróleo ainda tinham suporte nas incertezas após rebeldes tomarem a capital da Síria e o presidente Bashar al-Assad fugir para a Rússia.
ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,01%, em sessão positiva para bancos no Ibovespa. BRADESCO PN ganhava 1,3%, BANCO DO BRASIL ON mostrava acréscimo de 0,53% e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,47%.
YDUQS ON valorizava-se 4,7%, após anunciar nesta segunda-feira a compra da Edufor, que mantém escolas de medicina em São Luiz, por 145 milhões de reais. Com o negócio, a Yduqs passa a ter cursos de medicina em 18 localidades, com um total de 2.044 vagas anuais autorizadas. Analistas do Itaú BBA avaliaram que a aquisição teve um valuation barato. No setor, COGNA ON operava estável.
AZUL PN ganhava 2,97%, buscando recuperação após o tombo da última sexta-feira. A companhia aérea deu mais um passo em direção à reestruturação de sua dívida, anunciando mais cedo que espera lançar no começo da próxima semana ofertas de permuta e solicitações de consentimento com relação às notas primeiro e segundo grau da empresa, bem como emitir as notas “superprioritárias” em meados de janeiro de 2025
TIM ON recuou 2,17%, tendo como pano de fundo relatório do UBS BB cortando a recomendação dos papéis de compra para neutra e reduzindo o preço-alvo dos mesmos de 21,60 para 17 reais. Analistas do UBS BB citaram “menos clareza sobre o crescimento da receita, apesar das margens saudáveis”. Na sexta-feira, as ações da TIM fecharam a 16,11 reais. No setor, TELEFÔNICA BRASIL ON subia 0,14%.
BRF ON caiu 0,53%, em sessão de realização de lucros após seis pregões seguidos de valorização, período em que acumulou um ganho de 16%. Na sexta-feira, a ação marcou uma máxima de fechamento desde junho de 2021 ao encerrar o dia a 28,32 reais. MARFRIG ON, controladora da BRF, era transacionada em alta de 2,62%. Ainda no setor de proteínas, JBS ON subia 0,33% e MINERVA ON ganhava 1,86%.
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