Importações fazem superávit comercial cair
A queda de 19,6% é referente a janeiro a julho; em julho, o Brasil exportou US$ 4,227 bilhões a mais do que comprou do exterior

O saldo da balança comercial caiu nos sete primeiros meses deste ano, devido ao crescimento das importações em ritmo maior que o das exportações.
Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o país exportou US$ 34,160 bilhões a mais do que importou no período de janeiro a julho. O superávit é 19,6% inferior ao do mesmo período do ano passado (US$ 42,496 bilhões).
Mesmo com o recuo, o superávit foi o segundo melhor da história para o período. Em julho, o Brasil exportou US$ 4,227 bilhões a mais do que comprou do exterior.
Apesar da queda de 28,2% em relação ao superávit registrado em julho do ano passado, o valor é o terceiro melhor para o mês, perdendo para julho de 2017 (US$ 5,885 bilhões) e de 2016 (US$ 4,575 bilhões).
Recuperação – Depois de fechar 2017 com superávit recorde de US$ 67 bilhões, o saldo da balança comercial tem registrado recuo no primeiro semestre, provocado principalmente pelo desempenho das importações, que cresceram 21,1% pela média diária, somando US$ 102,423 bilhões nos sete primeiros meses do ano.
A alta, de acordo com o ministério, decorre da recuperação da economia, que impulsionou as compras externas, principalmente de bens de capital (máquinas e equipamentos usados para a produção), cujas importações subiram 83,7% de janeiro a julho.
As exportações também aumentaram, mas em ritmo menor. Nos sete primeiros meses de 2018, o país vendeu ao exterior US$ 136,582 bilhões, valor 7,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a pasta, as vendas de produtos primários, como commodities (bens primários com cotação internacional) subiram 10,6% de janeiro a julho.
As vendas de produtos manufaturados aumentaram 6,6% em 2018, mas as exportações de bens semimanufaturados acumulam queda de 1,4% no ano, influenciadas principalmente pela queda no preço internacional do açúcar bruto.
Oficialmente, o ministério estima superávit em torno de US$ 50 bilhões neste ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 58,06 bilhões para este ano.
Mais notícias
-
Economia20h40 de 23/01/2026
FGC já pagou R$ 26 bi a 67% dos credores do Banco Master
Fundo estima que serão necessários R$ 40,6 bi para cobrir as garantias relacionadas à instituição financeira investigada
-
Economia21h00 de 22/01/2026
Arrecadação federal atinge marca histórica de R$ 2,89 trilhões em 2025
Dados oficiais foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira
-
Economia09h50 de 22/01/2026
Transforme seu smartphone em uma ‘fazenda de mineração de bolso’
A DL Mining ajuda detentores de XRP/USDT/SOL/DOGE/ETH/BTC a ganharem US$ 2 mil em renda passiva diária
-
Economia18h52 de 21/01/2026
Ibovespa sobe 3,4%, renova recordes e se aproxima dos 172 mil pontos
Esse é nível mais alto já registrado em um fechamento, segundo dados preliminares
-
Economia15h01 de 21/01/2026
FGC aciona garantia do Will Bank e estima pagamento bilionário
Valor estimado para ressarcimento é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões
-
Economia14h32 de 21/01/2026
BC decreta liquidação extrajudicial do Will Bank após caso Banco Master
Medida decorre da liquidação do Banco Master, determinada em novembro de 2025
-
Economia21h00 de 19/01/2026
Dólar recua para R$ 5,36 em dia de tensões tarifárias entre EUA e Europa
No acumulado de 2026, a divisa norte-americana já registra uma desvalorização de 2,26% frente ao real
-
Economia19h37 de 19/01/2026
Pix fica instável e afeta clientes de diversos bancos
Foram mais de 8 mil registros de reclamações em um intervalo de apenas dez minutos
-
Economia11h54 de 17/01/2026
Acordo entre UE e Mercosul pode baratear azeite, vinhos e queijos no Brasil
Tratado comercial prevê redução de tarifas e amplia a presença de produtos europeus no mercado brasileiro
-
Economia15h42 de 16/01/2026
Avicultura baiana cresce 16,3% em 2025 e inicia 2026 com expectativas otimistas
Livre da gripe aviária, Bahia lidera o Nordeste na produção de frango e projeta retomada das exportações











