Publicado em 18/09/2020 às 13h54.

Ponte sobre Rio S. Francisco será principal vetor de escoamento agrícola no oeste baiano

Governo estima que equipamento deva gerar um incremento de até 10% no PIB da região

Alexandre Santos / Raphael Minho
Canteiro de obras da futura ponte que ligará os municípios de Barra e Xique-Xique, sobre o rio S. Francisco (Foto: Mateus Pereira/GOVBA)
Canteiro de obras da futura ponte que ligará os municípios de Barra e Xique-Xique sobre o Rio S. Francisco (Foto: Mateus Pereira/GOVBA)

 

O secretário de Infaestrutura da Bahia, Marcus Cavalcanti, afirmou nesta sexta-feira (18) que a futura ponte sobre o Rio São Francisco será o principal vetor de escoamento da produção agrícola no oeste do estado. A expectativa é que, concluída, a obra gere um incremento de até 10% no Produto Interno Bruto (PIB) da região, importante polo de grãos.

Com previsão para ser finalizada no segundo semestre de 2021, a Ponte do Feijão fará a ligação entre os municípios de Barra e Xique-Xique. Segundo o governo do Estado, o investimento é de R$ 133 milhões, aporte assegurado pelo Banco Mundial.

“É uma ponte que é um importante corredor logístico, um sonho de integração, que vai permitir não só a ligação do litoral, Salvador etc., mas de duas regiões produtoras: a região de Irecê, que tem projeto de irrigação e a região do oeste da Bahia, indo até o Matopiba”, explica Cavalcanti ao bahia.ba —Matopiba resulta de um acrônimo formado com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a mais importante fronteira agrícola do Brasil.

“A ligação entre Luís Eduardo e Barreiras e o Nordeste do Brasil vai se tornar mais curta com a construção dessa ponte, porque as carretas vão subir lá em Morro do Chapéu, vão pegar Jacobina e Senhor do Bonfim e já vão em direção ao Nordeste, economizando o custo logístico”, acrescentou o secretário.

A ponte, com um quilômetro de extensão e 15 metros de largura, faz parte do projeto de recuperação do Sistema Viário da BA-052.

A intervenções em infraestrutura no oeste baiano também incluem a manutenção e a recuperação de mais de R$ 500 quilômetros de rodovias. Somados, os investimentos entre a ponte e estradas deverão alcançar cerca de R$ 5oo bilhão, estima Cavalcanti.