Prévia da inflação de março (IPCA-15) desacelera e chega a 0,58% na RMS
Apesar da desaceleração, o índice foi o mais alto para março nos últimos três anos, com alimentos e habitação como principais pressões de alta na Região Metropolitana de Salvador

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em 0,58% na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Houve uma importante desaceleração em relação ao verificado em fevereiro (quando o índice foi de 1,36%) e ficou abaixo do índice nacional (0,64%). Apesar disso, foi o IPCA-15 mais alto para um mês de março na RMS em três anos, desde o 1,06% de março de 2022.
O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 13 de fevereiro e 17 de março.
A prévia da inflação de março na Região Metropolitana de Salvador foi a 4ª mais baixa entre os 11 locais pesquisados, acima apenas do verificado na RM Fortaleza/CE (0,34%), no município de Goiânia/GO (0,41%) e na RM Recife/PE (0,43%). Por outro lado, os maiores índices foram os da RM Curitiba/PR (1,12%), de Brasília/DF (0,78%) e da RM Porto Alegre/RS (0,78%).
Com esse resultado, o IPCA-15 da RM Salvador acumula uma alta de 2,23% no primeiro trimestre de 2025 (jan-mar), o 3º maior aumento entre os 11 locais e acima do indicador nacional (1,99%). No acumulado dos 12 meses encerrados em março, o índice da RMS está em 5,43%, o 4º maior do país, também acima do indicador do Brasil como um todo (5,26%).
Em março, alimentação (0,94%) e habitação (1,19%) foram as principais pressões de alta na prévia da inflação na RM Salvador.
O IPCA-15 de março na Região Metropolitana de Salvador (0,58%) foi resultado de aumentos nos preços de seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados.
As despesas com alimentação e bebidas (0,94%), apesar de terem registrado apenas o terceiro maior aumento, voltaram a ser a principal pressão de alta no custo de vida da Região Metropolitana de Salvador, segundo o IPCA-15. Isso porque esse grupo integra o que mais pesa nos orçamentos das famílias.
O ovo de galinha (26,87%, maior aumento dentre os cerca de 230 produtos e serviços pesquisados mensalmente), o café moído (7,07%) e o pão francês (1,93%) foram as principais influências de alta, todos eles produtos comprados para consumo em casa. A alimentação fora do domicílio (0,90%) também teve aumento importante na prévia de março.
Dentre os 10 produtos e serviços que mais aumentaram de preço em março, na RM Salvador, segundo o IPCA-15, 8 foram alimentos, liderados pelo ovo, pela manga (21,55%) e pela melancia (19,69%).
As despesas com habitação, por sua vez, tiveram o maior aumento (1,19%) e exerceram a segunda principal pressão de alta no IPCA-15 de março. O grupo foi influenciado sobretudo pelo gás de botijão (3,62%), item que, individualmente, também mais puxou para cima a prévia da inflação na RMS.
O aumento da energia elétrica teve forte desaceleração (1,09% em março frente a 14,49% em fevereiro), mas, ainda assim, foi o segundo mais relevante em termos de contribuição para a alta geral do grupo habitação.
No grupo transportes (0,50%), as passagens aéreas aumentaram 9,24% (4ª maior alta entre todos os produtos e serviços pesquisados) e também exerceram influência relevante no sentido de puxar para cima o IPCA-15 de março.
Entre os três grupos com queda média de preços em março, segundo o IPCA-15, saúde e cuidados pessoais (-0,08%) foi o que mais ajudou a segurar a alta da prévia da inflação na RM Salvador, com influências, sobretudo, do perfume (-0,73%) e dos óculos de grau (-3,74%).
Apesar do aumento no grupo alimentação e bebidas, alguns produtos alimentícios tiveram quedas médias de preços relevantes em março, o que também contribuiu para puxar o IPCA-15 da RMS para baixo. Foi o caso do leite longa vida (-7,74%), das carnes em geral (-0,69%) e do arroz (-1,35%).
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