Publicado em 29/04/2021 às 19h00.

Secretaria baiana critica MP que extingue a Reiq

Em audiência promovida na Alba, SDE ressaltou que a questão, além de econômica, é social

Redação
Foto: Manu Dias/GOVBA
Foto: Manu Dias/GOVBA

 

Representada pelo superintendente Paulo Guimarães, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado se posicionou contra o fim do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) durante audiência sobre o tema na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta quinta-feira (29). “Essa questão além de econômica é também social”, disse o executivo.

Adotado desde 2013, o Reiq reduz as alíquota do PIS/Cofins de 9,25% para 3,65%. Sua extinção está prevista na Medida Provisória 1.034 e também é criticada pela Federação da Indústria do Estado da Bahia (Fieb). Segundo esta entidade cerca de 33 mil empregos podem ser eliminados se o fim do Reiq for aprovado, sobretudo na Petroquímica.

“A SDE está empenhada em fazer tudo que seja necessário para fazer que o REIQ não caia e vamos lutar também por uma política de investimentos”, reiterou Paulo Guimarães. O superintendente afirma que o Polo Industrial de Camçari tem potencial para atender novas cadeias local e nacionalmente.

“Temos diversos investimentos previstos, especialmente para Camaçari, mas dependemos de infraestrututa que permita que isso aconteça. Temos trabalhado para baratear o gás natural para as indústrias, trazer o hidrogênio verde para produção química e industrial, mas com a extinção do REIQ, nada disso será possível”, finalizou Guimarães, representou o vice-governador João Leão, secretário da pasta, no evento da Alba.

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