Publicado em 31/03/2016 às 11h40.

Setor têxtil baiano tem mercado externo como alvo

Indústria de fiação e tecelagem perdeu 15% de sua mão-de-obra por causa da retração econômica nos últimos anos

Redação
Foto: Pixar Imagens
Foto: Pixar Imagens

 

Após perder 15% de sua mão-de-obra por causa da retração econômica, a indústria de fiação e tecelagem da Bahia começa a dar os primeiros sinais de reação, baseada em iniciativas de reestruturação e aumento de competitividade. Conforme informou o presidente do sindicato do setor, Eduardo Catharino Gordilho ao jornal A Tarde, as demissões cessaram e o setor busca agora avançar de olho no mercado externo. O plano foi apresentado durante o seminário sobre competitividade e internacionalização, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador, nesta quarta-feira (30).

Além da alta do dólar, a  aposta dos empresários é de que o investimento nas exportações pode também contribuir para o aumento da qualidade e da profissionalização da gestão, bem como na consolidação estratégica no mercado, seja ele interno ou externo. No mesmo sentindo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, argumentou que o segmento de fibras e insumos já tem aproveitado as chances de reação. As empresas melhor estruturadas, também do ramo de confecções, podem buscar no aumento da competitividade a alternativa para retomar o crescimento ainda em 2016.

Na ponta da cadeia, os fabricantes de roupas ainda sentem a retração da demanda de 10%, de janeiro a março, em comparação ao mesmo período no ano passado, mas iniciativas para promover avanços e atuar de forma proativa e construtiva no mercado estão em estudo.

Com informações do A Tarde.