Publicado em 08/06/2021 às 15h56.

Vendas no varejo baiano batem recorde e crescem 10,4% em abril

Essa é a maior alta para o mês desde 2000

Redação
Foto: Ascom Seplan BA
Foto: Ascom Seplan BA

 

O comércio varejista baiano registrou em abril um crescimento de 10,4% nas vendas, sendo a maior alta para o mês desde 2000. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia ligada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

Além disso, a alta também foi a maior desde agosto de 2020. Em comparação com abril do ano passado por exemplo, as vendas aumentaram 36,6%. Já no acumulado do ano, o crescimento é de 5%.

De acordo com a SEI, o crescimento das vendas do varejo baiano em abril na análise sazonal pode ser atribuído à retomada das atividades não essenciais em Salvador, que ficaram suspensas no período de fevereiro ao início de abril.

Para o vice-governador e secretário do Planejamento, João Leão, os dados reforçam a percepção de recuperação da economia, já sinalizada pelo resultado do PIB do primeiro trimestre. “Na última semana, o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2021 revelou crescimento de 1% em relação ao último trimestre de 2020. O crescimento, apesar de tímido, nos trouxe entusiasmo, pois sabemos que a nossa economia está reagindo. Agora, esses dados mais recentes do comércio varejista reforçam esta percepção e nos fazem acreditar ainda mais na recuperação do nosso estado frente a essa crise que tanto tem impactado nosso país”, declarou.

Segmentos com maiores altas

Ainda de acordo com o SEI, em abril, sete dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram alta. O crescimento nas vendas foi verificado nos setores de:

Tecidos, vestuário e calçados (201,2%)
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (191,2%)
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (151,8%)
Móveis e eletrodomésticos (138,0%)
Livros, jornais, revistas e papelaria (118,8%)
Combustíveis e lubrificantes (34,6%)
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (27,8%)

Somente o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo teve variação negativa de -8,9%

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