‘A Odisseia’ transforma épico de Homero em um dos maiores filmes de Christopher Nolan
Após o sucesso de Oppenheimer, cineasta adapta o clássico com grandiosidade e elenco estelar

A Odisseia é a nova adaptação cinematográfica dos poemas épicos de Homero, um dos pilares fundamentais da literatura ocidental, adaptados por Christopher Nolan no que talvez seja seu melhor filme até o momento. Estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas brasileiros.
Após o estrondoso sucesso de Oppenheimer, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor, Nolan imediatamente resolveu abraçar o desafio que parecia impossível: adaptar, à sua maneira, uma das maiores histórias já contadas.
Veja o trailer:
O pilar da literatura ocidental
Composta por volta do século VIII a.C., A Odisseia é uma das obras fundadoras da literatura ocidental. O poema narra a longa jornada de Odisseu de volta para casa após a Guerra de Troia, abordando temas universais como coragem, inteligência, identidade, família, saudade e perseverança. Sua influência atravessa mais de dois milênios, inspirando incontáveis escritores, artistas e cineastas.
O filme, através da visão do seu diretor, é uma adaptação relativamente fiel, mesmo que dialogue com os dias de hoje e faça escolhas narrativas importantes, como o uso do inglês moderno como idioma.

Foto: Reprodução/ Universal Pictures
Constelação de astros
Uma das primeiras coisas que chamam atenção logo ao início da projeção é o elenco. Reunindo nomes gigantes do cinema, encabeçados por Matt Damon (Identidade Bourne) como Odisseu, Tom Holland (Homem-Aranha: De Volta ao Lar) como Telêmaco e Anne Hathaway (O Diabo Veste Prada) como Penélope, que formam o principal núcleo familiar, o sucesso estrondoso de Nolan como diretor ainda conseguiu atrair incontáveis estrelas para ocupar até os menores papéis.
Para citar alguns memoráveis, Robert Pattinson (Batman) vive Antínoo, Lupita Nyong’o (Nós) é Helena de Troia e Clitemnestra, Zendaya (Euphoria) interpreta Atena, mas quem mais surpreende e ganha destaque são Himesh Patel (Tenet), como Euríloco, e John Leguizamo (Era do Gelo), como Eumeu.
Os nomes são tantos que daria para dissertar um texto inteiro sobre a impressionante reunião de estrelas do filme, uma verdadeira constelação de talentos.
Claro que todos cumprem seus papéis, sejam eles de grande ou pequeno destaque, à perfeição. Com exceção do limitado Jon Bernthal (Justiceiro), que interpreta um Menelau cheio de seus maneirismos, tirando os espectadores da imersão desse épico de espadas e sandálias.

O escopo épico
Na situação atual que o cinema vive, só um nome de grife como o de Nolan conseguiria bancar e lidar com um grupo tão extenso de atores notáveis sem desequilibrar a balança do forte protagonismo de Matt Damon, que entrega uma das melhores performances de sua carreira.
O roteiro é do próprio cineasta que, como de costume, opta por uma narrativa não linear, através do uso de flashbacks, o que casa bem com o estilo da obra original, já que cada retorno ao passado serve para contar uma aventura fechada, um capítulo da vida de Odisseu, enquanto acompanhamos os dramas palacianos e a tentativa do protagonista de voltar para casa no presente da narrativa.
A construção dos diálogos de Nolan sempre foi alvo de críticas, principalmente em seus trabalhos mais voltados à ciência, em que tudo soa muito expositivo. Aqui, ele parece relaxar mais nesse sentido e confiar na beleza das imagens dos cenários montanhosos e marítimos, com a escolha de rodar o filme na Grécia, Itália, Marrocos, Islândia, Escócia e Estados Unidos. Um ponto importante para ampliar a imersão na experiência.
Ainda dialogando com a questão dos cenários, o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema retoma sua parceria com o cineasta após as empreitadas de Dunkirk, Interestelar e Tenet.
O filme tem cores vivas, explora muito bem os dias e as noites com um belíssimo trabalho de luz, somado aos efeitos práticos de toda a estrutura construída em termos de cenários e cidades, tornando tudo muito concreto e visualmente impressionante. Muito desse resultado é mérito do grande trabalho de design de produção de Ruth De Jong.

Foto: Reprodução/ Universal Pictures
Abraçando a fantasia
Após a tentativa de trazer uma versão hiper-realista do Batman para as telonas, vemos também Nolan abraçar a fantasia e a magia, sem recorrer a explicações científicas para desfazer os truques. Aqui, há a presença de deuses, criaturas mágicas, monstros gigantes e até um flerte com o gênero do terror para explorar alguns desses momentos.
Em termos de escala, o filme é realmente grandioso. Batalhas homéricas, cidades enormes, grandes navios, palácios e inúmeros personagens, tudo feito ao máximo à maneira antiga, captando aquilo que pode ser construído na vida real, inclusive com um ciclope animatrônico de metros e metros de altura.
É um tipo de esforço que já não parecia ter espaço no cinema moderno, remetendo ao escopo de filmes clássicos como Lawrence da Arábia, Ben-Hur e Cleópatra, verdadeiros feitos cinematográficos que só alguém com tamanha grife conseguiria bancar em 2026.
Aqui, há um pouco de tudo o que consagrou Nolan como um grande diretor ao longo dos anos: a narrativa não linear, as grandes cenas de ação, mesmo que o combate corpo a corpo não seja o seu forte como cineasta, o escopo épico e o interesse pela história da humanidade.
São três horas de duração que passam rapidamente, mesmo que a jornada possa parecer exaustiva, assim como é para Odisseu. O filme é dinâmico e surpreendentemente emotivo, uma característica que sempre foi um ponto fraco da filmografia de Nolan. Faltava mais alma e coração ao diretor, algo que ele parece finalmente encontrar aqui ao tratar de temas como família, fé, lealdade e determinação.

Foto: Reprodução/ Universal Pictures
Sucesso como adaptação
Mais notícias
-
Famosos16h07 de 15/07/2026
Carolina Dieckmann explica silêncio sobre Preta Gil: ‘Tá muito difícil’
Atriz pediu desculpas por recusar entrevistas sobre a amiga e falou sobre o luto
-
Entretenimento15h28 de 15/07/2026
Neymar retoma treinos nos EUA e mira volta ao Santos após a Copa
Camisa 10 publicou vídeo na academia e inicia preparação para sequência da temporada
-
Música14h07 de 15/07/2026
Banda ThePlay inicia contagem regressiva para gravação de novo audiovisual
Gravação representa uma nova fase para a banda e promete traduzir toda a essência do grupo
-
Famosos13h42 de 15/07/2026
Sidney Magal convida Carlinhos Brown, Sandra de Sá e Gilmelândia para show na Concha
“Baile do Magal” celebra 60 anos de carreira de Sidney Magal, às 19h na Concha Acústica do TCA
-
Cinema12h43 de 15/07/2026
Primeiro teaser de ‘Batman – Parte 2’ é divulgado; veja
Vídeo mostra Robert Pattinson em meio à neve em sequência que chega aos cinemas em 2028
-
Teatro12h19 de 15/07/2026
Venda de ingressos para peça de Fernanda Torres em Salvador começa nesta quarta
Atriz apresenta o premiado monólogo "A Casa dos Budas Ditosos", no Teatro Castro Alves
-
Famosos11h57 de 15/07/2026
Shakira manda mensagem para filha de Lore e Léo Santana: ‘Tem talento’
"Meu Deus, ela é muito linda. Como dança bem", disse Shakira
-
Famosos11h20 de 15/07/2026
Anitta anuncia data de lançamento de ‘EQUILIBRIVM PARTE II’
Novidade foi revelada pela cantora no Instagram
-
Evento10h56 de 15/07/2026
Venda de ingressos para show de Vanessa da Mata em Salvador começa nesta quarta-feira (15)
Artista sobe ao palco da Concha Acústica, em Salvador, no dia 3 de outubro (sábado)








