Publicado em 14/05/2026 às 09h39.

Alinne Rosa revisita trajetória e expõe vulnerabilidades em novo projeto musical

“Eu também estou buscando me descobrir. Quero me surpreender e surpreender as pessoas", destacou a cantora

Carolina Papa / Marcos Flávio Nascimento
Foto: Reprodução/Redes Sociais @alinne

 

A cantora Alinne Rosa deu início na noite de terça-feira (13) ao seu projeto intimista “Pergunte ao Rio Vermelho Quem Sou” com apresentações na Casa da Mãe, no Rio Vermelho, em Salvador. Com ingressos esgotados na noite de estreia, a artista afirmou que o novo momento na carreira tem sido marcado pela busca constante por reinvenção e proximidade com o público.

“Eu também estou buscando me descobrir. Quero me surpreender e surpreender as pessoas. Hoje foi uma noite de surpresas gostosas, de intimidade, de ver pessoas pedindo músicas que eu nem lembrava mais. Isso me fez voltar no tempo várias vezes durante toda a noite”, disse a cantora em entrevista ao bahia.ba.

De acordo com Alinne Rosa, a ideia do novo projeto é de permitir que cada apresentação seja única para o público. Para ela, o “Confissões” representa um momento de vulnerabilidade e conexão emocional.

“A gente não sabe o que esperar, e isso é o bom da vida. Nesse show, especificamente, não sabemos o que vai acontecer. Fazemos tudo com muito carinho e amor, e o resultado acaba reverberando isso”, pontuou.

“É uma confissão no sentido de que as músicas falam muito sobre mim. Muitas delas me marcaram em momentos importantes da vida. Além do repertório autoral, existem canções que fizeram parte da minha trajetória pessoal. Ser vulnerável é algo muito gostoso e faz muito bem. Às vezes, nos fechamos na nossa casca, mas quando nos abrimos e nos permitimos sentir, isso transforma. Esse show é exatamente isso: estar perto, ser vulnerável e se permitir”, explicou.

Moradora do Rio Vermelho há mais de duas décadas, Alinne comentou também sobre a relação afetiva com o bairro e o desejo de contribuir para a revitalização cultural da região.

“Eu sou uma moradora de mais de 20 anos do Rio Vermelho. Ando descalça, de chinelo, e curto muito a cena cultural daqui, que é tão rica e marcante. Quero ajudar a revitalizar isso com movimentos como esse, de estar aqui hoje na Casa da Mãe”, contou.

“Ontem eu estava andando pelas ruas e vi vários lugares maravilhosos. Pensei: ‘Se tivesse um guitarrista ou um voz e violão aqui, já seria incrível’. Acho que precisamos resgatar essa essência boêmia e cultural que o Rio Vermelho sempre teve. O que eu quero com esse projeto é justamente fortalecer isso no meu bairro e na minha cidade”, concluiu.

As próximas apresentações do “Confissões” estão marcadas para 20 e 27 de maio.

Carolina Papa
Jornalista. Repórter de política, mas escreve também sobre outras editorias, como cultura e cidade. É apaixonada por entretenimento, música e cultura pop. Na vida profissional, tem experiência nas áreas de assessoria de comunicação, redação e social media.

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