Ambulantes comemoram saldo positivo de vendas no Festival Virada Salvador
1.045 trabalhadores informais foram cadastrados para atuar no evento, afirma diretor da Semop

No último dia do Festival Virada Salvador, vendedores ambulantes que atuam na Arena Daniela Mercury comemoraram o saldo positivo de cinco dias de trabalho, com a certeza de ter garantido uma renda extra para a família. Durante esse período, homens e mulheres licenciados garantiram a hidratação e alimentação do público e de demais profissionais que atuam na festa.
Jorge Lobo, 33, vende há oito anos no evento e avaliou o desempenho na edição deste ano. “Está sendo bom, assim como nos anos anteriores. Eu sou eletricista, mas sempre venho ao Festival Virada, porque eu tenho um propósito e esse trabalho extra é que me ajuda a realizar. O meu propósito é dar uma vida digna para a minha esposa e a minha filha. Graças a Deus, eu já consegui comprar a minha casa e agora planejo comprar um sítio para o nosso descanso. O lucro que tiramos daqui é muito bom, sem falar que nós trabalhamos nos divertindo. Aqui para mim é uma benção”, contou.
Já Joselito Pereira, 44 anos, está desempregado e espera o ano todo pelas festas populares para conseguir uma renda e manter as despesas em dia. Ele vende desde quando o Festival Virada migrou para a Boca do Rio. “É um trabalho essencial. As pessoas compram mais nos intervalos das bandas. E eu trabalho circulando, não fico parado. Aqui para mim é uma salvação. Eu espero o ano todo para, nesta data, fazer o meu trabalho. Dá para tirar um pouco mais de um salário, graças a Deus. Com a renda, eu pago meu aluguel”, disse.
Jamile Batista, 27, é baiana de acarajé e vende, do quitute, passarinha com farofa e vinagrete e bolinho de estudante. “Está ocorrendo tudo bem. Eu tive a ideia de trazer algumas mesas e cadeiras do meu ponto, o que tem atraído as pessoas para sentar e bater um papo, enquanto se alimentam. Aqui tem sido a garantia de uma renda extra para a minha família”.
O policial aposentado Jackson Damasceno, 63, esteve pela terceira vez no ponto de Jamile com a família e com os amigos e comentou sobre a importância do trabalho dos vendedores na arena. “Aqui no ponto dela a gente descansa um pouco da maratona, desfruta do tabuleiro, que é maravilhoso e sem falar que o valor está bem em conta. Todos os dias estamos batendo o ponto aqui”, opinou.
Licenças
De acordo com Alexandre Tinoco, titular da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), 1.045 trabalhadores informais foram cadastrados para atuar no evento. Desse total, 900 foram ambulantes de isopor e, entre os demais, 145 foram baleiros, baianas de acarajé e vendedores em food trucks.
Diretor de Serviços da Semop, Alysson Carvalho destaca que todas as licenças passaram pelo processo de seleção virtual da secretaria, que realizou, entre setembro e outubro, o cadastramento geral das atividades informais para todas as festas populares de 2025, incluindo o Festival Virada Salvador.
“Foram cinco dias intensos de vendas e, sem dúvidas, uma boa renda para começar bem o ano de 2025 para todos eles que trabalham no comércio informal. A preocupação da Prefeitura perpassa desde a contratação dos grandes artistas para que a festa esteja sempre lotada até o trabalhador informal, ao oferecer um ponto de hidratação, banheiros exclusivos, kit escovação e, junto ao patrocinador, cestas básicas. Enfim, é um grande trabalho pensando em todos os detalhes para que tenhamos sempre o maior e melhor festival do Brasil em todos os aspectos”, afirmou.
Os ambulantes que vendem bebidas passaram por qualificação antes do início das atividades com a presença da Semop, da Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), da Defensoria Pública, da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb), da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e dos patrocinadores da festa.
Dentro da arena, os ambulantes contam com banheiro para a higienização. Além disso, cada vendedor licenciado recebeu um kit com dois bonés, dois coletes, um isopor grande, um pequeno, um sombreiro e um banco. Este ano, foi incluído um kit higiênico, sandálias e cesta básica.
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