Publicado em 04/02/2026 às 13h48.

Armandinho Macedo celebra homenagem ao samba no Carnaval 2026

Músico ressaltou a importância histórica do gênero, do trio elétrico e da continuidade da festa com novas gerações

João Lucas Dantas / Carolina Papa
Foto: Carolina Papa/ Bahia.ba

 

O cantor e um dos grandes nomes da história do Carnaval da Bahia, Armandinho Macedo, esteve presente nesta quarta-feira (4) na apresentação da programação oficial da Prefeitura de Salvador para a folia momesca de 2026 e celebrou a homenagem ao nascimento do samba.

“A Bahia é a terra do samba, do samba-reggae, com tanta diversificação que a criatividade musical do estado produz. Tem Neguinho do Samba, por exemplo. Então é muito justo que se enalteça, que se homenageie o gênero que nasceu aqui, como grandes compositores já manifestaram isso em músicas”, exaltou o compositor e multi-instrumentista.

Em relação à sua programação para a maratona carnavalesca, o músico de 72 anos afirmou que segue se preparando para entregar o melhor trabalho possível. Segundo ele, o compromisso é sempre apresentar a melhor música e o melhor som ao público.

“Armandinho e Irmãos Macedo são os eternos Dodô e Osmar. A gente carrega uma história musical de 50 anos de vida, de parcerias, principalmente com Moraes Moreira, com músicas que ainda seguem emocionando até os mais novos no Carnaval”, celebrou.

Chame Gente é um hino, meu e de Moraes Moreira, que a gente toca todo ano. Este ano, vi Léo Santana tocando, vejo Márcia Short, vejo artistas de vários outros segmentos musicais cantando. São músicas que representam o povo baiano, a história do Carnaval. Por isso elas se integram, por isso sobrevivem tanto tempo, porque, a cada ano, falam e cantam o momento”, acrescentou.

O artista também destacou o instrumento que marcou sua trajetória e se tornou símbolo da música local: a guitarra baiana.

“A gente pode até ir, mas as obras ficam. E isso é o que gratifica o artista, como eu, que sou da guitarra baiana. É um patrimônio da Bahia. Hoje é chamada de patrimônio imaterial, mas ela é material: foi a primeira guitarra e originou o trio elétrico”, pontuou.

“Esse instrumento nasceu do meu pai, que tocava desde menino. Era um cavaquinho com afinação de bandolim que Dodô eletrificou. Meu pai colocou logo no som, nas cornetas, e foi para a rua, porque era tudo o que ele queria. Ele era metalúrgico, mas tocar era a grande paixão. E assim eles inventaram o trio elétrico, inventaram essa guitarra”, explicou.

Armandinho também exaltou a banda BaianaSystem, que, segundo ele, dá continuidade à história da guitarra baiana no Carnaval contemporâneo.

“Eu sou filho disso, sou cria dessa história musical. É isso que eu trago, é isso que eu levo, é isso que eu desenvolvo. Vejo muitos seguidores hoje usando essa linguagem. O BaianaSystem, por exemplo, é uma continuidade da história da guitarra baiana. Robertinho montou esse grupo, que hoje é uma sensação do Carnaval. Eu vejo aí a continuidade da nossa autêntica festa”, concluiu.

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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