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Publicado em 06/01/2026 às 11h29.

Arteterapeuta promove vivências especiais em janeiro, na Casa Viva

Maria Tereza Oliveira conduz encontros terapêuticos ao longo do mês, em Patamares

Redação
Foto: Rafaela Uchoa/ Divulgação

“Pinta que alivia.” Foi ao testar e comprovar essa máxima que a advogada Maria Tereza Oliveira decidiu atender ao chamado da arteterapia. Diante de uma rotina extenuante, que muitas vezes esvazia mulheres mesmo bem-sucedidas, ela buscou na cor e na arte um caminho para aliviar as dores do feminino.

“Como a maioria das mulheres adultas, acreditei ser insuficiente nos meus diversos papéis sociais e me apertei, até sufocar, para permanecer em lugares que não me cabiam”, avalia a arteterapeuta, que agora, em janeiro, promoverá uma edição especial de vivências de arteterapia na Casa Viva, localizada no bairro de Patamares.

O movimento de cura interna — da mulher, mãe, filha mais velha e advogada — levou Maria Tereza a se matricular no curso de Arteterapia promovido pelo Instituto Junguiano da Bahia (IJBA) e pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. O alívio conquistado no próprio processo, hoje, se estende a outras pessoas por meio de seu trabalho terapêutico.

A arteterapia é uma prática terapêutica complementar à medicina tradicional e integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Distante de pretensões artísticas ou cobranças estéticas, as produções funcionam como pontes do inconsciente, auxiliando na ressignificação de conflitos e na forma como o indivíduo percebe a si mesmo e o mundo.

Após a decisão de deixar a beca de lado e se tornar caloura do curso de Psicologia, Maria Tereza reforçou sua convicção sobre a importância de acessar conteúdos inconscientes e responder aos próprios chamados. Aulas de costura, aquarela, desenho, bordado e outras técnicas passaram a ser instrumentos de cuidado e transformação para pessoas de diferentes idades interessadas nos benefícios da arteterapia.

Os atendimentos acontecem em seu ateliê, mas o ano começa com novidades. Em janeiro, vivências especiais estão sendo preparadas na Casa Viva, em Patamares. “A arteterapia não me curou; ela me salva diariamente quando escuto os sonhos dos meus pacientes e, juntos, pintamos e alinhavamos o real e a fantasia”, afirma.

Com lucidez e determinação, Maria Tereza segue conciliando o Direito e a arteterapia. “Aos poucos, até a estética da organização da casa foi mudando; as cores foram diluindo a rigidez da advogada. A atenção e a sensibilidade na advocacia contribuem para um melhor acolhimento dos clientes. Graças à arteterapia, hoje eu sou muitas. É libertador conseguir me soltar da rigidez para ser quantas couberem em mim”, conclui a advogada e arteterapeuta.

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