Publicado em 13/04/2026 às 15h52.

Bienal do Livro Bahia recebe debate sobre biblioterapia e escrita terapêutica

Encontro propõe reflexão sobre o uso da leitura e da escrita como ferramentas de cuidado emocional e autoconhecimento

Edgar Luz
Foto: Igor Santos/Secom PMS

 

A literatura como ferramenta de cuidado emocional e transformação pessoal estará em destaque na programação do Studio Palma durante a Bienal do Livro Bahia. Um dos principais momentos será a roda de conversa “Biblioterapia e Escrita Terapêutica”, marcada para o dia 17 de abril, das 11h às 12h, no estande do espaço (ASA A – 14).

O encontro reúne a jornalista e escritora Fernanda Carvalho e a terapeuta e escritora Crys Mendes para discutir como leitura e escrita podem atuar no desenvolvimento emocional e no autoconhecimento.

A biblioterapia, que utiliza textos literários como recurso terapêutico, tem ampliado sua presença em diferentes contextos, como escolas, hospitais e organizações.

“As vivências de biblioterapia são momentos de acolhimento e reconstrução pessoal e coletiva. Os textos funcionam como espelhos e janelas. Ao mesmo tempo em que nos reconhecemos nas histórias, conseguimos enxergar novas possibilidades de existência”, afirma Fernanda.

Já a escrita terapêutica aparece como uma prática voltada à expressão emocional. “É um caminho de autopercepção e autotransformação. O foco está na escrita livre, sem regras ou julgamentos, como um exercício que contribui para o equilíbrio emocional e a organização dos pensamentos”, explica Crys Mendes.

Ester Figueiredo. Foto: Divulgação

Além do encontro, a programação do Studio Palma na Bienal inclui lançamentos, sessões de autógrafos e rodas de conversa para diferentes públicos. “A proposta é valorizar a diversidade da produção literária baiana e ampliar o acesso à leitura. A abertura acontece no dia 15 de abril, com o lançamento do selo Edições Palma, reunindo cerca de vinte obras produzidas em parceria com outras editoras”, destaca a curadora Ester Figueiredo.

Outro destaque é a participação de Nilton Milanez, com mediações de leitura voltadas a vivências e temáticas LGBTQIAPN+. Já no dia 17, às 17h, será lançado o livro Fios discursivos sobre o processo da leitura e da escrita na alfabetização, da escritora Márcia Mendes.

“Nessa perspectiva, a literatura ganha um espaço não didatizado no processo de alfabetização, respeitando as experiências de diferentes sujeitos”, conclui a autora.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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