Publicado em 31/05/2017 às 09h31.

‘Caymmi é a origem. Clube da Esquina é o topo’, diz Ronaldo Bastos

O letrista de diversas canções fundamentais da música brasileira, como "Nada Será Como Antes" e "Cais", deixa suas dicas de disco para os leitores do bahia.ba

James Martins
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba
Foto: Izis Moacyr / bahia.ba

 

O letrista Ronaldo Bastos persegue, e não raro alcança, a grandeza do que é simples. Dorival Caymmi é o seu horizonte. “Eu queria ser feliz / invento o mar”, diz ele, em “Cais”, com Milton Nascimento. Suas letras propõem novos sons. Novas ondas. Assim na parceria com Celso Fonseca: “Juventude / Slow Motion Bossa Nova” & “Liebe Paradiso”. O selo Dubas, fundado por ele, já lançou álbuns de nomes como Jussara Silveira, Tavinho Moura e Simone Mazzer. Assim, consideramos indispensável saber qual o disco (ou os discos) fundamental (is) para Ronaldo Bastos.

E ele diz, de forma precisa como um de seus versos, para os leitores de #QuemIndica: “‘Caymmi e seu violão’. Porque é a origem de tudo. ‘Clube da Esquina’. Porque é o topo do mundo”.

Caymmi e seu violão” (1959) – Aqui o compositor prova definitivamente ser também o maior intérprete da própria obra. Idealizado e produzido por Aloysio de Oliveira, o disco lançado pela Odeon é uma verdadeira joia da música brasileira. E da música popular de todos os tempos. Com repertório similar ao de “Canções Praieiras”, “Caymmi e seu violão” trazia apenas uma música inédita quando foi lançado: “O bem do mar”. Mas tudo era novo e fundador.

Dorival Caymmi, seu violão e o mar: uma coisa só. (Foto: Divulgação)
Dorival Caymmi, seu violão e o mar: uma coisa só. (Foto: Divulgação)

 

Clube da Esquina” (1972) – Marco do movimento mineiro que fundia com grande sofisticação sons de origens distintas, da bossa à psicodelia, o disco creditado a Milton Nascimento e Lô Borges é na verdade o resultado da colaboração de jovens artistas que queriam mais: mudar o mundo. Desde a capa, com os meninos Cacau e Tonho sentados em um chão de terra, o álbum é uma verdadeira revolução.

O álbum foi considerado o 2° melhor disco brasileiro por leitores do Estadão.
O álbum foi considerado o 2° melhor disco brasileiro por leitores do Estadão.
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