Publicado em 23/06/2026 às 19h59.

Chambinho destaca papel da Bahia em sua trajetória: ‘80% da minha agenda é aqui’

"São centenas de municípios e um carinho enorme por onde passo", afirmou o cantor

Marcos Flávio Nascimento / Carolina Papa
Foto: bahia.ba

 

O cantor Chambinho do Acordeon, uma das atrações do São João da Bahia promovido pelo Governo do Estado no Largo do Pelourinho, em Salvador, destacou a forte ligação que construiu com o público baiano ao longo da carreira. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (23), o sanfoneiro exaltou a conexão que possui com a Bahia e destacou a necessidade da valorização da cultura popular nordestina.

“Foi o povo do interior da Bahia que me carregou. Todo ano, cerca de 80% da minha agenda de São João é aqui no estado. São centenas de municípios e um carinho enorme por onde passo. Mas Salvador consome muito forró. Inclusive, olhando meu Instagram esses dias, vi que a cidade onde tenho mais seguidores é justamente Salvador”, disse.

Chambinho comentou ainda sobre ter escolhido o Recôncavo Baiano para gravar o seu novo projeto audiovisual, que conta com a participação de artistas como  Dorgival Dantas e Solange Almeida. Natural do Piauí, o cantor pontuou que a escolha pelo local foi devido a “relação forte” que possui com a Bahia.

“Minhas raízes estão no Piauí e eu moro em Fortaleza. Pela logística, seria muito mais fácil gravar lá. Mas eu já tenho uma relação muito forte com a Bahia. Conversei com meu escritório e disse que queria encontrar um lugar bonito para reunir meus amigos e gravar esse DVD. Foi algo muito especial”, contou.

Defensor da valorização da cultura popular nordestina, o sanfoneiro acredita que a música deve ocupar um espaço permanente no ambiente escolar. Para ele, o ensino musical é uma ferramenta importante para preservar a identidade cultural das novas gerações.

“Eu tenho certeza que o lugar da música é na escola, principalmente aqui no Nordeste. Um poeta, Bráulio Bessa, falou uma frase que eu gosto muito: quem não sabe de onde veio não sabe para onde vai. É importante começar cedo. Não quer dizer que todos irão para a música, mas pelo menos entender e conhecer um pouco da nossa história através da nossa trilha sonora. O que é o forró, o axé, o samba, o samba de roda, o frevo”, afirmou.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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