Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba.
DRT: 7543/BA
Publicado em 26/02/2026 às 13h02.
Exposição ‘Uma história da arte brasileira’ chega ao MAM em março
Mostra reúne cerca de 80 obras de nomes como Portinari, Lygia Clark, Beatriz Milhazes e Sebastião Salgado
João Lucas Dantas

Foto: Jaime Acioli/ Divulgação
O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) inaugura, no dia 10 de março de 2026, a exposição Uma história da arte brasileira. A mostra é organizada pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e reúne cerca de 80 obras do acervo da instituição carioca, apresentando um panorama da produção artística brasileira dos séculos 20 e 21.
A exposição marca a terceira etapa de um programa de itinerância realizado em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e será realizada no museu baiano, equipamento vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, órgão da Secretaria de Cultura da Bahia.
Concebida originalmente para a Cúpula do G20 de 2024, realizada no MAM Rio em novembro de 2024, a mostra foi apresentada inicialmente a chefes de Estado e delegações internacionais antes de ser aberta ao público. Em 2025, iniciou sua circulação nacional por Belo Horizonte, onde recebeu mais de 45 mil visitantes, e seguiu para Brasília, com cerca de 16 mil visitantes até fevereiro de 2026. Agora, chega a Salvador.

Foto: Fabio Souza/ Divulgação
Segundo Yole Mendonça, diretora executiva do MAM Rio, a itinerância amplia o acesso ao acervo da instituição. “Reunimos obras emblemáticas e profundamente representativas da arte brasileira. Levar esse conjunto a novos públicos reafirma o compromisso do museu com a circulação, a formação e o acesso à cultura”, afirma.
A curadoria é de Raquel Barreto e Pablo Lafuente, respectivamente curadora-chefe e diretor artístico do MAM Rio. A exposição apresenta um panorama plural da produção artística brasileira, articulando continuidades, rupturas e experimentações ao longo de diferentes gerações e contextos históricos.
O conjunto reúne obras de artistas como Adriana Varejão, Alberto da Veiga Guignard, Amílcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anita Malfatti, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Leonilson, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Mario Cravo Neto, Sebastião Salgado, Tomie Ohtake, Tunga e Waltercio Caldas.

Foto: Jaime Acioli/ Divulgação
Cinco eixos curatoriais
A mostra está organizada em cinco núcleos cronológicos. O primeiro aborda o modernismo (1910–1950), marcado pela busca de uma identidade artística nacional. O segundo trata do abstracionismo e do concretismo nos anos 1950, período de forte renovação estética.
O terceiro núcleo reúne trabalhos da nova figuração e das poéticas conceituais das décadas de 1960 e 1970, em diálogo com o contexto da ditadura militar. Já o quarto apresenta produções da década de 1980 até o presente, incluindo a chamada Geração 80 e as transformações das décadas seguintes.
O último eixo reúne fotografias do comodato da coleção de Joaquim Paiva, considerado um dos mais importantes acervos de fotografia do país, com imagens que retratam aspectos sociais, políticos e culturais do Brasil contemporâneo.

Foto: Divulgação
Para Marília Gil, diretora do MAM-BA, receber a exposição fortalece o diálogo entre instituições culturais e amplia o acesso do público baiano a obras fundamentais da história da arte no país.
Já Júlio Paranaguá, gerente-geral do CCBB, afirma que a realização da mostra em Salvador reforça a missão da instituição de aproximar o público da produção cultural brasileira.
Fundado em 1948, o MAM Rio reúne uma das mais importantes coleções de arte moderna e contemporânea do país, com cerca de 16 mil obras. O edifício do museu, localizado no Parque do Flamengo, foi projetado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, com jardins de Roberto Burle Marx.
O CCBB, por sua vez, mantém centros culturais em Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte e prepara a abertura de uma nova unidade em Salvador, que ocupará o Palácio da Aclamação.
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