Publicado em 16/03/2026 às 10h54.

Flipo 2026 celebra literatura, cinema e o legado de Glauber Rocha

Feira Literária do Poeta reuniu arte, debates e música na cidade de Castro Alves entre os dias 12 e 15 de março

João Lucas Dantas
Imagem: Divulgação

 

A Bahia sempre foi o berço de vozes que ecoam pelo mundo e, em 2026, esse chamado teve destino e data marcados. Entre os dias 12 e 15 de março, a cidade de Castro Alves, localizada a 191 km de Salvador, voltou a se consagrar como a verdadeira cidade da música e da poesia ao sediar a 6ª edição da Feira Literária do Poeta (FLIPO).

O evento, que já se consolidou como um dos mais importantes encontros culturais do Recôncavo Baiano, promoveu um mergulho profundo nas raízes da identidade cultural da região.

Neste ano, a feira trouxe um tema poderoso: “Uma câmera na mão, um livro na cabeça: a literatura como revolução”. O mote foi escolhido para homenagear o icônico cineasta baiano Glauber Rocha, estabelecendo um diálogo entre a força criadora de sua obra cinematográfica e o legado do poeta Castro Alves.

A força de quem deu voz aos silenciados

Mas o que uniu o Poeta dos Escravos ao pai do Cinema Novo? A resposta esteve na coragem. A conexão entre Castro Alves e Glauber Rocha se fundamenta no fato de que ambos, cada um em sua linguagem, deram voz aos silenciados de suas épocas.

Eles transformaram a arte — seja nos versos de um livro ou nas lentes de uma câmera — em instrumento de luta, de despertar da consciência e de busca pela liberdade. A FLIPO 2026 celebrou exatamente isso, a literatura e o cinema como forças vivas de resistência, emancipação e reinvenção da cultura brasileira.

Um espaço plural e transformador

Mais do que um evento literário, a FLIPO se afirmou como um movimento de democratização cultural. A feira promoveu inclusão e ampliou o acesso a diferentes expressões artísticas, estimulando o gosto pela leitura para todas as idades e valorizando a produção artística do Nordeste.

Durante os quatro dias de programação, ruas e praças da cidade foram tomadas por atividades que aproximaram literatura, cinema e música. A cidade respirou cultura, impulsionando o turismo e estimulando também a economia criativa local.

A iniciativa reafirmou o papel da Bahia como um território onde a arte transforma realidades e abre caminhos para o futuro.

João Lucas Dantas
Jornalista com experiência na área cultural, com passagem pelo Caderno 2+ do jornal A Tarde. Atuou como assessor de imprensa na Viva Comunicação Interativa, produzindo conteúdo para Luiz Caldas e Ilê Aiyê, e também na Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador. Foi repórter no portal Bahia Econômica e, atualmente, cobre Cultura e Cidade no portal bahia.ba. DRT: 7543/BA

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