Geraldo Azevedo, Fulô de Mandacaru e Cicinho de Assis levam forró ao Pelourinho
Programação reuniu dezenas de atrações nos largos, praças e ruas do Centro Histórico no São João da Bahia

O terceiro dia do São João da Bahia no Pelourinho foi marcado por casa cheia e um público animado, que cantou e dançou do início ao fim das apresentações. No Largo do Pelourinho, a programação reuniu grandes nomes da música nordestina e reforçou o clima de celebração.
A banda Fulô de Mandacaru abriu a sequência de shows com um repertório de forró, xote e xaxado, colocando o público para dançar logo nas primeiras horas da noite. Na sequência, o pernambucano Luan Estilizado apresentou sucessos da carreira.
Um dos momentos mais simbólicos do domingo ficou por conta de Geraldo Azevedo. Dono de uma trajetória consagrada, o artista emocionou o público ao interpretar canções como “Dona da Minha Cabeça”, “Dia Branco” e “Moça Bonita”, entre outras que atravessam gerações. A apresentação, marcada pela sensibilidade do cantor, levou o Largo do Pelourinho à lotação máxima, com o acesso ao espaço sendo temporariamente fechado devido à grande concentração de pessoas.
Representando a tradição do forró pé de serra, Cicinho de Assis levou ao palco seu acordeon e um repertório em homenagem à cultura popular. Quem encerrou a programação foi Kally Fonseca, colocando todos para dançar ao som do forró eletrônico.
No Largo da Tieta, o domingo reuniu quadrilhas juninas e shows em uma programação que se estendeu da tarde à madrugada. Antes das apresentações musicais, o público acompanhou as quadrilhas Poeira do Sertão, Balão Junino, Junina Ceaf, Fuzuê Junino Asa Branca, Junina Esfarrapado e Girassol Baixo Sul, com coreografias e figurinos que encantaram os presentes.
Dan Valente abriu a sequência musical, seguido por Julia Viana, a Dama da Seresta, que arrancou aplausos do público. A quadrilha Cidade da Fé voltou ao espaço entre os shows, integrando dança e música ao longo da noite. João Almeida e Márcia Short seguiram a grade, com Luana Mattos e a dupla Mari e Rayane dando continuidade à programação. O cantor JOW encerrou a noite.
Na Praça Quincas Berro d’Água, o terceiro dia manteve o público animado do início ao fim. Danniel Vieira foi o primeiro a se apresentar com seu “sertanejo com cara da Bahia”. O cantor interagiu com o público, distribuiu pirulitos para as crianças, pediu que os fãs acendessem as lanternas dos celulares e fez uma multidão avançar para a frente do palco.
O grupo sergipano Bagagem Arrumada fez sua estreia em Salvador com um show em que ninguém ficou parado. A cantora Lys veio na sequência, apresentando personalidade e um repertório que transitou entre o forró e o arrocha. A banda A Patroa, com mais de dez anos de carreira, entregou um show de forró eletrônico e romântico, acompanhado por dançarinos e coreografias que prenderam a atenção do público. Forró Cueca Branca, WS Vaqueiro e Tays Reis fecharam a noite.
No Terreiro de Jesus, o forró pé de serra deu o tom nos dois palcos. Na Sala de Reboco, a Orquestra Compassos abriu a programação com clássicos como “Esperando na Janela”, “Festa do Interior” e “Me Usa”, colocando casais para dançar desde o início. A programação seguiu com Forrozão do Capitão, Zé Tramela, Val Macambira, Dudu Francis, Banda Pisa Macio e As Nandas.
No palco Coreto, Gui Vieira abriu a programação com arrocha, seguido por Janio Santana, Gabi Moraes, 3+1 Matutu, Somos Cinco, Maria Odete e Madina, responsável por encerrar as apresentações.
Na Praça das Artes, o domingo foi marcado pela nostalgia e animação. Paulinho Boca de Cantor esquentou o clima junino ao fazer o público formar quadrilhas e arrasta-pés com versões em forró de canções dos Novos Baianos, com destaque para “Preta, Preta”. Sarajane veio na sequência e reviveu clássicos como “A Roda”, “Vem Morena”, “Anunciação” e “Você Endoideceu Meu Coração”.
Breno Casagrande trouxe uma pitada de afoxé ao palco ao interpretar “Coração de Bola”, “Várias Queixas” e “Deixa Eu Te Beijar”. A noite contou ainda com apresentações de Cangaia de Jegue, Tenison Del Rey, Chocolate Batidão e Tayná Agazzi.
Na Praça Tereza Batista, o público acompanhou apresentações de forró tradicional, arrocha e romantismo. Forró do Tico abriu os trabalhos com clássicos como “Anunciação”, “É Proibido Cochilar” e “Eu Só Quero um Xodó”, celebrando as raízes nordestinas.
A Negra Cor, comandada por Adelmo Casé, apresentou releituras de Luiz Gonzaga, Fagner e Gilberto Gil, com direito à participação especial de Bento, filho do cantor, de apenas dois anos. Lucas Tibério veio na sequência, com músicas autorais como “Bipolar” e “Inveja do Seu Namorado”, além de uma versão em arrocha de “Chorando Se Foi”.
O grupo Forró E Eu Ligo exaltou a tradição junina com clássicos de Mastruz com Leite e Luiz Gonzaga, encerrando a apresentação com “Chupa Que É de Uva” e levando o público ao delírio. Igor Serravalle animou a praça com muita interação e até uma quadrilha improvisada. A Kit Love trouxe o arrocha romântico, com destaque para o hit viral “Sina de Ofélia”. O Trio Forrozão, com mais de 35 anos de estrada, fechou a noite no clima do autêntico arrasta-pé.
As ruas do Pelourinho também foram tomadas por atrações itinerantes. Anderson do Samba, Paulo Humildes, Mariah Licce, Rala Fivela, Juliano Nunes, Cacau com Laranja, Tony Azevedo, Forrozão da Saia Curta, Banda Forró Xotear e Bando Velho Chico percorreram diferentes pontos do Centro Histórico, reforçando a diversidade musical da festa. Os grupos de samba junino Arrastão do Lobo Mau, Samba da Ladeira, Samba Tamborete e Jorge Fogueirão completaram a programação com ainda mais ritmo e interação pelas ruas.
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