Publicado em 18/05/2026 às 12h40.

João Mendes abre o Quinta da Casa 2026 com samba de roda

artista faz show autoral com participação do mestre Roberto Mendes, em um encontro de gerações da música baiana

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria

 

O santamarense João Mendes inaugura a temporada 2026 do projeto Quinta da Casa, da Casa Rosa, com seu show autoral. Músico, compositor e produtor musical, ele ocupa o Teatro Cambará na quinta-feira, 21 de maio, às 20h. Os ingressos custam a partir de R$ 15 e estão à venda pela plataforma Sympla.

A apresentação conta com a luxuosa presença do mestre Roberto Mendes e dos músicos Marcelo Pinho (percussão), Tiago Nunes (bateria), Gustavo Caribé (baixo) e Juliano Oliveira (teclados).

Com um repertório repleto de sambas de roda, o violão de João e seu sotaque raro têm protagonismo junto aos tambores ancestrais. Todos os elementos se entrelaçam numa trama rítmica-melódica típica da musicalidade afro-baiana. O artista cria um diálogo dessas tradições com a modernidade explorando drives, delays, synths e ruídos.

O show é composto estruturalmente de canções autorais, como: Deu foi dó (João Mendes e Roberto Mendes), Sabor (João Mendes e Paulo Dáfilin), Sangue-chumbo (João Mendes), Querer bem (João Mendes), Resumo (João Mendes e Murilo Rafael), Deus é mais (João Mendes e Padre Alfredo) e Lugar (João Mendes, Vinicius Ramalho e Murilo Rafael).

Após mais de uma década contribuindo em trabalhos de tantos artistas e colaborando em mais outros projetos, João propõe uma viagem sonora-afetiva ao revisitar sua trajetória desde as primeiras influências até os dias atuais. A cidade de Santo Amaro da Bahia – uma constante no processo criativo do artista – é, sem dúvida, o ponto de partida deste percurso.

Foi em Santo Amaro que João observou e absorveu o sotaque das rodas de samba, das chulas gritadas por mestres e mestras da região, do violão singular que habitava sua casa nas mãos de seu pai, Roberto Mendes, dos tambores, berimbaus, pratos, rezas e guimas.

Para João Mendes, Santo Amaro é um cenário para suas fantasias, um refúgio do coração, enfim, uma cidade quase imaginária. “Mesmo quando chego [em Santo Amaro], sinto que não cheguei”, diz ele.

“É como se a cidade que há em mim fosse outra, porém, com o mesmo nome, as mesmas ruas, personagens, clima, cheiro e mazelas mas inexistente no mapa, uma cidade que abriga meus desejos, memórias, medos, inseguranças, alegrias e tristezas e que não se pode chegar de carro, bonde ou a pé, se chega através de outras estradas, outros caminhos. Na verdade, estou sempre lá. Ou melhor: a cidade está sempre em mim. E assim, vou passeando por suas ruas, subindo nas árvores, na estátua, passando pelos becos, observando os detalhes dos paralelepípedos, do chafariz”, descreve o artista.

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