‘Maior vulnerabilidade das mulheres negras fez aumentar dias de ativismo’
Afirmativa é da secretária de Políticas para as Mulheres do Estado, Julieta Palmeira; na Bahia, 92% das mulheres assassinadas são negras

Dados do Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e do Caribe apontam o Brasil como o país com maior número de casos de feminicídio. Em 2020 foram 3.913 homicídios de mulheres registrados, dos quais, 1.350 foram classificados como feminicídio. O homicídio de mulheres é qualificado como feminicídio quando as vítimas são mortas por causas relacionadas a seu gênero, geralmente em decorrência de violência doméstica e/ou familiar.
Entre as vítimas de feminicídio ocorre prevalência entre mulheres jovens (16 a 24 anos – 35,2%), negras (28,3%) e separadas ou divorciadas (35%). Três entre cada quatro vítimas de feminicídio tinham entre 19 e 44 anos, e, em sua maioria, eram negras (61,8%).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), neste ano, entre janeiro e setembro, o estado registra 66 casos de feminicídio. Em 2019, 92% das mulheres vítimas de homicídio eram negras, enquanto 8% eram brancas, indígenas ou amarelas.
A major Denise Santiago, superintendente de Prevenção à Violência da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, afirma que a pandemia afetou ainda mais as mulheres negras, que são responsáveis por mais de 11 milhões de lares uniparentais (chefiados por mulheres) no país. Segundo ela, a cada oito minutos, uma mulher sofreu violência no país durante a pandemia. Desse total, 52,9% eram negras.
Em entrevista ao bahia.ba, a secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM), Julieta Palmeira, afirmou que a luta contra o racismo e o sexismo precisam ser realizadas não só em novembro, mas no cotidiano de todas as pessoas.
“Não por acaso, no Brasil, os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres se tornaram 21 dias, começando em 20 de novembro, exatamente para enfatizar a maior vulnerabilidade das mulheres negras, que representaram, em 2020, mais de 60% das vítimas de feminicídio no país”, disse a secretária.
A última pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informa que 42,8% das casas eram chefiadas por mulheres negras no nordeste em 2015, e que esse número vem crescendo desde 1995.
Ações do Estado buscam reduzir a desigualdade que atinge as mulheres
A Secretaria de Políticas para as Mulheres inaugurou nesta terça-feira (30) o portal “Compre das Mina”, uma plataforma virtual que tem o objetivo de apoiar o empreendedorismo feminino e a inclusão produtiva das mulheres chefas de família. A inciativa faz parte das ações dos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.
Além disso, a Secretaria também move o projeto “Casas de Farinha Móveis”, que visa o fortalecimento da organização produtiva de trabalhadoras rurais, por meio da aquisição de equipamentos , micro indústrias integradas, para a produção de farinha e demais derivados.
São atendidas organizações lideradas por mulheres agricultoras, familiares pertencentes a assentamentos de reforma agrária, comunidades quilombolas, comunidades de terreiros e comunidades indígenas, visando promover a autonomia econômica direta destas mulheres, através da cidadania e qualificação, oferecendo oficinas de formação.
“Só viveremos em uma sociedade mais justa e igualitária, com oportunidades iguais, quando as pessoas não forem discriminadas por sua raça, gênero ou orientação sexual, e cada um de nós deve ter compromisso com a luta pela erradicação das desigualdades raciais e de gênero”, afirma a secretária Julieta.
Entre 2015 e 2020 foram entregues 15 casas de farinha, e cerca de 2 mil mulheres foram beneficiadas. Os equipamentos estão localizados nas cidades de Boa Vista do Tupim, Camaçari, Jacobina (duas casas), Pau Brasil, Sento Sé, Teixeira de Freitas, Vitória da Conquista (duas casas), Seabra, Amélia Rodrigues, Cruz das Almas, Caetité (duas casas) e Boninal.
Mais notícias
-
Entretenimento10h00 de 04/01/2026
Famoso ator de Hollywood quebra silêncio após morte misteriosa da filha, no Ano Novo
Victória Jones, filha de Tommy Lee Jones, foi encontrada sem vida em hotel e polícia investiga causas da morte
-
Entretenimento09h00 de 04/01/2026
Gisele Bundchen indica qual atriz deveria interpretá-la em uma cinebiografia
Ela foi a supermodelo mais bem paga do mundo por 10 anos e o principal nome da moda brasileira
-
Entretenimento16h45 de 03/01/2026
Léo Santana, Diogo Nogueira e mais; Confira programação da Lavagem de Irará 2026
Evento ocorre entre os dias 23 e 26 de janeiro, reunindo atrações musicais, culturais e religiosas
-
Cinema15h45 de 03/01/2026
Com brasileiros na disputa, Critics Choice Awards abre temporada de premiações neste domingo
Wagner Moura e “O Agente Secreto” concorrem nas categorias de “Melhor Ator” e “Melhor Filme Internacional”
-
Lazer14h48 de 03/01/2026
Shows gratuitos levam multidão ao Pelourinho no final de semana
Programação de verão no Centro Histórico segue até o Carnaval
-
Famosos11h23 de 03/01/2026
Tommy Lee Jones se pronuncia pela primeira vez após morte de sua filha
A causa da morte de Victoria Jones ainda não foi confirmada
-
Famosos19h15 de 02/01/2026
Zezé Di Camargo é acusado de ‘farsa’ após apresentação no Réveillon; entenda
Apresentação foi alvo de críticas do público e transmissão oficial saiu do ar ainda no início
-
Famosos18h51 de 02/01/2026
Leitura labial revela conversa entre Ivete Sangalo e Daniela Mercury; veja vídeo
Troca de palavras no palco viralizou nas redes e evidenciou a conexão entre as cantoras
-
Exposição17h19 de 02/01/2026
Exposição ‘Festas e Flores de Todos os Santos’ chega ao Museu da Misericórdia
Mostra reúne pinturas e instalações inspiradas em celebrações religiosas e tradições da Bahia
-
Famosos15h46 de 02/01/2026
Zé Felipe surge abraçado a loira e web investiga possível affair; confira
Recém-solteiro, cantor passou a virada com mulher desconhecida











