Publicado em 18/09/2019 às 08h36.

Ministério Público pede arquivamento de inquérito de caso Caroline Bittencourt

Empresário Jorge Sestini havia sido indiciado por homicídio culposo pela morte da modelo; não há prazo para a Justiça decidir se acata ou não o pedido do MP

Redação
Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

 

O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do inquérito que indiciou Jorge Sestini por homicídio culposo pela morte da modelo Caroline Bittencourt. O empresário foi acusado pela morte de sua esposa, que caiu de uma lancha durante um vendaval que atingiu Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, em abril deste ano.

A solicitação foi assinada pela promotora Janine Rodrigues de Sousa Baldomero, que afirmou não ser “evidente que o acusado teria agido de forma culposa” uma vez que – apesar do “não-uso colete salva-vidas por ele e pela esposa” e dos alertas de uma nota à imprensa da Marinha sobre o mau tempo – não havia como se afirmar que “tais eventos, por si sós, foram determinantes para o desfecho trágico dos fatos”.

Não há prazo para a Justiça decidir se acata ou não o pedido do Ministério Público.

O indiciamento por homicídio culposo foi pedido pelo delegado Vanderlei Pagliarini de Almeida Filho, responsável pela investigação. Ele considerou que Sestini, que pilotava a embarcação, agiu de forma imprudente ao navegar com ventos de mais de 100 km/h.

Com base em relatos e provas oferecidas por uma testemunha, o delegado afirmou no inquérito que Sestini sabia da possibilidade de mau tempo e, mesmo assim, procedeu com a navegação. Os fortes ventos, então, derrubaram a modelo no mar e o empresário não conseguiu socorrê-la.

O corpo de Bittencourt foi achado no dia 29 de abril por uma embarcação civil que ajudava nas buscas – a lancha onde o casal estava foi achada por volta de meio-dia do mesmo dia, perto da praia do Massaguaçu, em Caraguatatuba (SP).

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