Publicado em 14/07/2026 às 19h48.

Tia Milena denuncia ataques racistas e promete acionar a Justiça

Vice-campeã do BBB 26 expôs mensagens criminosas e afirmou que caso será judicializado

Marcos Flávio Nascimento
Foto: Reprodução / Globoplay

 

A vice-campeã do BBB 26, Tia Milena, revelou nesta terça-feira (14) que foi alvo de uma série de ataques racistas nas redes sociais. A ex-participante do reality show publicou capturas de tela com mensagens ofensivas e informou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis.

Os ataques começaram a circular após Milena voltar a interagir publicamente com os ex-BBBs Breno, Marcelo e Samira, grupo com o qual teve conflitos durante o programa por conta de sua proximidade com Ana Paula Renault e Juliano Floss.

Nos comentários enviados à influenciadora, internautas utilizaram ofensas de cunho racial, com expressões criminosas dirigidas à ex-recreadora infantil. Entre os insultos estavam termos como “macaca”, “cadela preta e “cabelo de bombril”, além de outras mensagens discriminatórias.

Ao compartilhar os registros nos stories do Instagram, Milena deixou claro que não pretende deixar o caso impune.

“Racismo é crime e tudo será tratado com jurídico”, escreveu.

Ex-BBB afirma que tomará medidas legais

Sem citar nomes dos autores das mensagens, Tia Milena informou que sua equipe jurídica já acompanha o caso e deverá adotar as providências cabíveis para identificar e responsabilizar os envolvidos.

A publicação recebeu apoio de seguidores e de outros usuários das redes sociais, que manifestaram solidariedade à ex-BBB e repudiaram o conteúdo das mensagens.

Racismo é crime previsto na legislação brasileira

No Brasil, o racismo é considerado crime inafiançável e imprescritível, conforme estabelece a Constituição Federal. A prática também é disciplinada pela Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, que prevê pena de reclusão para quem cometer atos de discriminação ou preconceito em razão da raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A legislação foi fortalecida nos últimos anos para ampliar a responsabilização de autores de crimes raciais, inclusive aqueles praticados em ambientes digitais, como redes sociais e aplicativos de mensagens.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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