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Publicado em 26/01/2026 às 13h07.

Tiago Maraca aposta na fusão de gêneros e dá início a uma nova era musical

Cantor lançou duas músicas com fortes influências do sertanejo, piseiro e arrocha, estilos que dialogam diretamente com o mercado atual

Carolina Papa
Foto: Reprodução

 

O ano de 2026 se tornou uma virada de chave para o cantor Tiago Maraca. O artista, que iniciou a carreira musical de forma quase despretensiosa, decidiu investir de forma mais intensa no próprio projeto autoral.

Para dar início a essa nova fase, Tiago Maraca lançou duas músicas, Duvidêódó e TBT, com fortes influências do sertanejo, piseiro e arrocha, estilos que dialogam diretamente com o mercado atual e com sua identidade vocal.

Em entrevista ao bahia.ba, Tiago comenta que após a pandemia, durante o período em que trabalhou na Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), passou a integrar o coral da instituição, experiência que se tornou um divisor de águas.

“Eu sempre gostei de cantar, tocava violão mais por brincadeira, algo muito pessoal. Quando entrei no coral, comecei a treinar de verdade”, afirmou. 

Tiago relembra que, sob orientação do maestro Carlos Moraes, do Neojiba, foi identificado como tenor lírico, chegando a se apresentar em espaços institucionais como a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) para interpretar músicas clássicas, como a tradicional “Aleluia”. No entanto, o cantor se define como um artista versátil por conseguir “navegar em estilos diferentes”, mas sem abrir mão da sua autenticidade. 

Entre suas referências, Tiago cita o cantor britânico James Blunt e o cantor brasileiro Rick Vallen, a quem chama de amigo pessoal. “Ele sempre teve um show chamado ‘A Voz Mutante’, onde cantava de tudo. Aquilo me inspirou muito. Eu também gosto dessa liberdade de cantar qualquer estilo”, diz.

“Minha maior preocupação foi não copiar ninguém. Pode até lembrar, mas sou eu cantando. Minha técnica, minha forma de interpretar”, destaca.

Sobre projetos para o futuro, Tiago Maraca revela ter mais de dez músicas prontas, compostas em conjunto com José Adriano, seu parceiro criativo. No entanto, ele destaca que a ideia, no momento, é liberar as faixas aos poucos, para que cheguem ao público forma estratégica, incluindo a gravação de videoclipes.

“Estamos soltando aos poucos, porque é um processo de construção da minha identidade e da percepção do mercado. Em março, já pensamos em lançar uma terceira música”, revela. 

“A gente está construindo com calma, respeitando o tempo. O mais importante é manter a essência e deixar a música falar. A gente entendeu que ainda está construindo a carreira. Preferimos não cantar no Carnaval agora e focar no pós-Carnaval, já pensando no São João, com repertório de forró e sertanejo”, explica.

Carolina Papa
Jornalista. Repórter de política, mas escreve também sobre outras editorias, como cultura e cidade. É apaixonada por entretenimento, música e cultura pop. Na vida profissional, tem experiência nas áreas de assessoria de comunicação, redação e social media.

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