Publicado em 11/03/2026 às 17h50.

VÍDEO: Andressa Urach passa por ritual de iniciação com Pomba Gira

Influenciadora passou por cerimônia conduzida por sacerdote Bruxo Malagueta

Edgar Luz
Foto: Divulgação | CO Assessoria

 

A influenciadora Andressa Urach participou de um ritual de iniciação espiritual ligado ao culto da Pomba Gira. A cerimônia ocorreu na segunda-feira (9), em Porto Alegre, e foi conduzida pelo sacerdote Bruxo Malagueta dentro da tradição da Kimbanda.

Durante o ritual foram realizados banhos espirituais e etapas de preparação que culminaram na montagem do chamado assentamento da entidade. A estrutura ritual reúne objetos simbólicos usados para representar a presença espiritual da entidade cultuada e, segundo Urach, marca a formalização de uma ligação espiritual com o guia religioso.

“Muitas pessoas estão chocadas porque na Kimbanda existem rituais que envolvem o sangue do animal sacrificado. Na própria Bíblia existem inúmeros rituais de sacrifício e sangue oferecidos a Deus. Durante séculos, judeus e cristãos praticaram sacrifícios de animais como parte da fé”, afirmou.

De acordo com o sacerdote, o assentamento reúne instrumentos e elementos ligados à entidade espiritual da influenciadora e simboliza a conclusão do processo iniciático.

“Ela passou por todos os preceitos de iniciação e foi montado o assentamento da entidade dela. Isso significa que agora ela é uma pessoa iniciada dentro da Kimbanda”, explicou.

O religioso também detalhou que o assentamento funciona como um ponto ritual onde a entidade passa a ser representada espiritualmente. Segundo ele, no caso da Pomba Gira, são utilizados objetos e instrumentos específicos da tradição.

“É um tacho com diversos elementos utilizados nos rituais, onde aquele espírito passa a residir simbolicamente dentro da prática religiosa”, disse.

O sacerdote, que tem 33 anos e afirma seguir religiões de matriz africana desde os nove anos de idade, destacou que a iniciação representa um momento importante dentro da tradição espiritual para quem decide seguir esse caminho religioso.

Ao comentar a experiência, Andressa Urach descreveu o momento como marcante em sua trajetória espiritual. “Foi um momento de grande emoção, foi tudo muito forte. […] Você pode não concordar com a minha fé e está tudo bem. Mas respeito religioso é o mínimo em uma sociedade livre. Intolerância religiosa não é opinião. É crime”, concluiu.

Assista:

 

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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