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Publicado em 24/01/2026 às 14h14.

Alemanha avalia boicote à Copa do Mundo nos EUA após ameaças de Trump

Dirigente da Federação Alemã defende boicote por conta de planos de anexação da Groenlândia e tarifas contra a Europa.

Daniel Serrano
Foto: Divulgação

 

O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Gottlich, defendeu “debater seriamente” a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo deste ano, que acontecerá nos Estados Unidos, por conta da postura do presidente norte-americano Donald Trump.

O presidente dos EUA vem tentando anexar a Groenlândia e aumentar as tarifas contra os países europeus que se opuserem ao plano.

“Chegou a altura de considerar e debater seriamente a possibilidade de uma retirada em massa do Campeonato do Mundo”, disse Gottlich, em entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost.

O dirigente alemão lembrou dos boicotes às Olimpíadas de 1980, em Moscou, e em 1984, em Los Angeles, como reflexo da Guerra Fria. 

“Na minha avaliação, a ameaça potencial agora é maior do que era então. Temos de discutir isto”, disse o dirigente, que ainda criticou as diferentes posturas das entidades esportivas a depender da situação.

“O Catar era demasiado político para todos, e agora somos completamente apolíticos? É uma coisa que me incomoda verdadeiramente. Como organizações e como sociedade, esquecemos de como estabelecer tabus e limites e como defender valores. Os tabus são uma parte essencial da nossa postura. Um tabu é quebrado quando alguém ameaça? Um tabu é quebrado quando alguém ataca? Quando pessoas morrem?”, questionou. 

Além da federação de futebol, parlamentares da Alemanha também estão debatendo um possível boicote à Copa do Mundo. Nessa semana, o governo alemão garantiu que a DFB terá total “autonomia” para discutir com a Fifa se boicotará ou não o Mundial. 

“Essa avaliação, portanto, cabe às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará a decisão delas”, afirmou a secretária de Estado do Esporte, Christiane Schenderlein, em um comentário enviado por e-mail à AFP.

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