Alisson critica defesa da Seleção: ‘Tem que odiar tomar gol’
Time Canarinho sofreu três gols nos últimos jogos amistosos disputados

O goleiro Alisson criticou a defesa da Seleção Brasileira. Ele foi o escolhido para conceder entrevista coletiva nesta quinta-feira (11) e apontou a instabilidade do sistema defensivo do time Canarinho que sofreu três gols nos últimos dois jogos amistosos antes da Copa do Mundo.
“A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol”, afirmou.
Antes do embarque para os Estados Unidos, o Brasil tomou dois gols do Panamá, mas venceu o amistoso de goleada por 6 a 2. Depois, em Cleveland, o time Canarinho venceu o Egito por 2 a 1.
“A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, de testes, que foram escolhidos pelo mister. Acho que dos três gols que sofremos dois foram completamente evitáveis. E a gente conversou sobre o que tinha que ter sido feito diferente, até mesmo no gol de falta”, completou.
No entanto, o arqueiro destacou que a equipe pode corrigir os erros, já que aconteceram antes do Mundial.
“Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem que ser corrigido. Às vezes se a bola desvia e não entra por algum fato não tem tanta atenção em cima disso, mas quando nos custa um gol temos que estar muito ligados nisso. Esse aspecto defensivo é extremamente importante na Copa do Mundo, uma competição de tiro curto. Nós queremos ter uma defesa sólida, uma equipe que defende junto, totalmente focada em não sofrer gols. Depois a gente sabe que vai criar chances e ter oportunidades. Nos deixou desconfortáveis nos amistosos, mas são coisas que ajustamos agora para a Copa”, disse.
Alisson se prepara para a disputa da terceira Copa na carreira como titular. Ele vai superar nomes como Emerson Leão e Castilho que estiveram em quatro Mundiais, mas não começando entre os 11 em todos.
“Se for dizer uma palavra para definir o sentimento é honra. Poder estar junto com esses gigantes da história da seleção brasileira é um privilégio. É muito bom poder disputar mais uma Copa do Mundo. Quando eu assistia como criança, sonhava em estar aqui, mas era uma realidade muito distante. Hoje, quando paro para pensar, é um privilégio e uma bênção disputar uma Copa do Mundo com a camisa da maior seleção. Me sinto muito honrado”, comentou.
O Brasil estreia contra o Marrocos no próximo sábado (13), às 19h no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela primeira rodada do grupo C.
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