Publicado em 02/03/2026 às 16h37.

Ba-Vi da Paz: relembre como foi o último clássico com torcida visitante

Confronto de 2018 terminou em briga generalizada e mudou cenário dos estádios

Rodrigo Fernandes
Ba-Vi da Paz – Foto: Maurícia da Matta / EC Vitória

 

Nenhuma novidade: Bahia e Vitória voltam a se enfrentar em uma final de Campeonato Baiano. O clássico decisivo da edição de 2026 está marcado para o próximo sábado (7), às 17h, na Arena Fonte Nova, em jogo único que definirá o campeão estadual.

A tendência é que o confronto aconteça novamente com torcida única, modelo adotado nos Ba-Vis desde 2018.

Caso a previsão se confirme, este será o 26º clássico consecutivo disputado sem a presença de torcedores visitantes nas arquibancadas.

O presidente do Vitória, Fábio Mota, chegou a manifestar publicamente o desejo de que rubro-negros possam comparecer à decisão na Arena Fonte Nova.

Até o momento, porém, não há indicação de mudança no modelo adotado nos últimos anos.

O último Ba-Vi com torcida visitante

A última vez em que torcedores de Bahia e Vitória dividiram arquibancadas em um clássico ocorreu em fevereiro de 2018, em partida válida pela sexta rodada do Campeonato Baiano.

O confronto ficou conhecido como “Ba-Vi da Paz”, mas terminou marcado por uma das maiores confusões da história recente do futebol baiano.

O Rubro-Negro, mandante no Barradão, abriu o placar aos 34 minutos do primeiro tempo com o atacante Denílson. O empate tricolor veio na etapa final, quando Vina converteu cobrança de pênalti.

Na comemoração, o meia dançou diante da torcida com sua tradicional comemoração de “joelho, joelho e créu”, provocando revolta dos jogadores adversários e dando início a uma grande confusão dentro de campo.

 

Foto: Mauricia da Matta / EC Vitória

 

O tumulto resultou em uma sequência de cartões. Nove jogadores foram expulsos ao longo da partida, entre atletas das duas equipes e também jogadores que estavam no banco de reservas.

A situação se agravou quando o volante Uillian Correia também recebeu cartão vermelho. Foi nesse momento que o técnico Vagner Mancini optou pela tática da expulsão de Bruno Bispo para acelerar o apito final.

Com o Vitória reduzido a número insuficiente de jogadores em campo, o árbitro encerrou a partida aos 34 minutos do segundo tempo.

Por parte da torcida do Bahia, o episódio ficou popularmente conhecido como “A Fuga das Galinhas”, em referência ao filme de animação.

O resultado oficial foi declarado como W.O. em favor do Esquadrão de Aço. Ao todo, o árbitro distribuiu 17 cartões, sendo oito amarelos e nove vermelhos.

Violência fora do estádio

Horas antes da partida, a Polícia Militar registrou confrontos entre torcedores de Bahia e Vitória na região da Baixa dos Sapateiros, no centro de Salvador.

Os episódios de violência reforçaram a preocupação das autoridades com a segurança do clássico.

Após aquele Ba-Vi, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) passou a recomendar oficialmente a adoção de torcida única nos confrontos entre os rivais. A medida foi mantida desde então.

Retrospecto desde a torcida única

Desde fevereiro de 2018, 25 clássicos Ba-Vi já foram disputados com torcida única nos estádios. O Bahia venceu dez partidas, o Vitória ganhou cinco e houve dez empates.

Para a final deste sábado, mesmo com torcida única, o regulamento do Campeonato Baiano determina que a renda líquida da bilheteria seja dividida igualmente entre os dois clubes.

Na prática, isso significa que metade do valor arrecadado na Fonte Nova será destinado ao Vitória, mesmo com os ingressos sendo adquiridos por torcedores do Bahia.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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