Publicado em 12/09/2019 às 09h53.

De mudança para a Arena Fonte Nova, Vitória decidirá Série B no Barradão

Utilização de arena para outros eventos obrigará clube a voltar ao Barradão na Série B; partida contra Coritiba, na última rodada, será no estádio do clube

André Carvalho
Foto: Maurícia da Matta/EC Vitória
Foto: Maurícia da Matta/EC Vitória

 

O Vitória anunciou nesta semana que passará a utilizar a Arena Fonte Nova como sua casa pelos próximos três anos. A partida que pode definir seu destino na Série B, na última rodada, contra o Coritiba, em 30 de novembro, porém, será realizada em seu tradicional estádio, o Barradão.

O anúncio foi feito pelo clube baiano nesta quarta-feira (11), em comunicado oficial que esclarece dúvidas aos torcedores rubro-negros sobre a mudança para a Arena Fonte Nova nas próximas partidas da competição. Além do jogo contra o Coritiba, o duelo com o Londrina, no dia 18 de outubro, também será realizado no estádio localizado no bairro de Canabravas.

A volta pontual ao Barradão se dará por causa da utilização da Fonte Nova para outros eventos nestas datas. Em 20 de outubro, por exemplo, será celebrada no estádio uma missa de celebração à Irmã Dulce, que será canonizada no dia 13 do mesmo mês, no Vaticano.

A “mudança de casa”, que fez com que a diretoria do Vitória lançasse novos planos de sócios, tem gerado reações opostas na torcida rubro-negra. Há quem defenda a ida à Fonte Nova, já que a arena é mais bem localizada, perto de estações de metrô, e conta com mais estrutura para receber os torcedores do que o Barradão. Por outro lado, críticos à alteração reclamam da “perda de identidade” do clube ao deixar de jogar em seu estádio por três anos.

O aumento do preço de ingressos e a setorização das arquibancadas na Arena Fonte Nova, inexistente no Barradão, também tem gerado reclamações por parte da torcida. Um áudio que circulou nas redes sociais nesta quarta-feira (11), o presidente Paulo Carneiro rebateu críticas de sócios da categoria Prata, que reclamaram que terão que ficar no terceiro anel da arena, mais distantes do campo em relação ao que ocorria no Barradão.

“Claro que quem paga mais não vai ficar no mesmo lugar de quem paga menos. É isso que você quer? O nome disso é prega. Bem a cara de baiano”, disse Paulo Carneiro.

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