Publicado em 23/12/2015 às 18h00.

Fifa anuncia agenda do Congresso Extraordinário e muda nome do Comitê Executivo

Durante o Congresso, os membros da Fifa vão decidir sobre diversas mudanças na estrutura e estatutos da entidade

Agência Estado

A Fifa anunciou nesta quarta-feira (23) a agenda de eventos do Congresso Extraordinário, que vai eleger o novo presidente da entidade, em substituição ao suspenso Joseph Blatter. Durante o Congresso, os membros da Fifa vão decidir sobre diversas mudanças na estrutura e estatutos da entidade, a começar pelo formato e pelo nome do Comitê Executivo, principal câmara decisória da Fifa.

Manchado por diversas denúncias de corrupção, o comitê será chamado de Conselho da Fifa. Terá maior números de membros – passará de 24 para 37 integrantes -, menor duração nos mandatos e menos poder de decisão. Os membros terão mandato de um ano e serão escolhidos por votação, no Congresso anual da Fifa (o primeiro grupo será formado no evento marcado para os dias 12 e 13 de maio, na Cidade do México).

As mudanças visam dar novo fôlego à entidade, abalado por seguidos escândalos de corrupção neste ano. O Comitê Executivo foi o grupo mais atingido pelas denúncias. Dos atuais 24 mebros do Comitê, 14 foram punidos ou estão sob investigação do Comitê de Ética ou ainda foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O novo conselho deixará para a administração da Fifa as decisões do dia a dia. E dividirá parte de suas responsabilidades por um novo comitê, formado por pessoas não ligadas ao futebol. Este comitê de governança vai “ajudar com conselhos e assistir o conselho em todos os assuntos relacionados à governança da Fifa”, anunciou a entidade, nesta quarta.

Estas mudanças serão votadas pelo Congresso Extraordinário do dia 26 de fevereiro, na Suíça. Mas só vão ser efetivados dois meses depois, no dia 26 de abril. A maior parte das alterações na estrutura da Fifa foi proposta por Domenico Scala, responsável por sugerir mudanças que aperfeiçoem a governança da entidade.

Entre as principais novidades será a proposta de limitar a 12 anos os mandatos dos presidentes da Fifa. Os salários e os eventuais bônus dos dirigentes terão que ser divulgados, segundo a sugestão de Scala.

 

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