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Publicado em 27/01/2026 às 17h25.

Grupo City vira trunfo do Bahia na disputa por jovens talentos, explica Cadu Santoro

Diretor de futebol detalha como plano de carreira global fortalece captação e proteção de ativos

Rodrigo Fernandes
Foto: Letícia Martins / EC Bahia

 

A estrutura multi-clubes do Bahia dentro do Grupo City tem sido o principal diferencial competitivo do clube na disputa por jovens promessas do futebol brasileiro. A avaliação é do diretor de futebol tricolor, Cadu Santoro, que detalhou como o projeto esportivo vai além das fronteiras nacionais e se tornou peça-chave no convencimento de atletas, famílias e empresários.

Segundo o dirigente, o Esquadrão de Aço apresenta aos jovens um plano de carreira que nenhum outro clube do país consegue oferecer, com múltiplas possibilidades de desenvolvimento dentro da rede global do grupo.

“A gente sempre tem um tema quando vai conversar com um menino da base, com a família, com o empresário. Podemos oferecer o que nenhum outro clube pode oferecer, que é o seguinte: a gente tem 14 clubes para os quais esse jogador pode ir”, afirmou.

Santoro explicou que o objetivo inicial é sempre o sucesso esportivo no Bahia, mas que o projeto contempla diferentes caminhos de evolução, de acordo com o nível de cada atleta.

“Estamos desenvolvendo eles com o objetivo principal do Bahia, mas, se ele não atingir o nível para o top 5, top 6 da Série A, ele vai ter nível, de repente, para outra liga. Quando você oferece isso, faz a diferença no poder de convencimento”, acrescentou.

Neste momento, 12 clubes fazem parte do conglomerado do City Football Group (CFG). São eles: Manchester City (Inglaterra), Bahia (Brasil), New York City FC (Estados Unidos), Melbourne City FC (Austrália), Yokohama F. Marinos (Japão), Montevideo City Torque (Uruguai), Girona FC (Espanha), Lommel SK (Bélgica), ESTAC Troyes (França), Palermo FC (Itália), Sichuan Jiuniu FC (China) e Club Bolívar (Bolívia).

Avaliação precisa e proteção do patrimônio

Questionado sobre como o clube trabalha para proteger seus ativos diante do assédio do mercado internacional, Santoro destacou que o processo passa por diagnóstico técnico rigoroso e gestão contratual estratégica.

O desafio, segundo ele, é identificar quais atletas têm perfil para alcançar o topo da pirâmide do grupo, que culmina no Manchester City, e quais precisam de rotas alternativas de desenvolvimento.

“Naturalmente, dentro de um processo, você identifica os atletas que têm maior potencial para jogar no Bahia, que podem se potencializar para um dia bater um nível de Manchester City. Tem outros atletas que, de repente, não vão atingir o nível, mas que você vai ter que desenvolver emprestando para um clube de Série B, para outro país, para uma Bélgica, para um Portugal”, disse.

“Precisamos entender muito bem, ter uma avaliação muito clara de quem são os seus atletas, manter os contratos bem protegidos no que diz respeito às multas e renovar no momento certo”, completou.

Investimento em jovens e prospecção antecipada

A política tem se refletido em movimentos concretos no mercado. Em 2025, o Bahia investiu em jovens como David Martins (17), Zé Guilherme (19), Kauê Furquim (16) e Luiz Gustavo (19).

Na temporada de 2026, os atletas da equipe sub-20 estão sendo integrados, aos poucos, ao time profissional comandado pelo técnico Rogério Ceni.

Paralelamente, o clube também mantém um radar ativo para oportunidades de baixo custo ainda na fase de prospecção, buscando se antecipar a concorrentes antes que os atletas atinjam valorização mais elevada no mercado.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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