Publicado em 21/04/2026 às 15h05.

Investigação na Itália apura exploração sexual envolvendo jogadores de Inter e Milan

Apuração envolve uma empresa suspeita de comercializar pacotes que incluíam prostituição e uso de óxido nitroso

Redação
Foto: Mattia Ozbot – Inter

 

A Promotoria de Milão abriu investigação sobre um esquema de exploração sexual ligado a eventos frequentados por jogadores da elite do futebol italiano. Segundo o jornal Gazzetta dello Sport, cerca de 50 atletas da Série A podem ter participado das festas, incluindo nomes de AC Milan e Inter de Milão.

A apuração envolve uma empresa suspeita de comercializar pacotes que incluíam prostituição e uso de óxido nitroso, conhecido como “gás do riso”. Os eventos ocorriam em hotéis e casas noturnas na Itália e também em Mykonos.

De acordo com os investigadores, a organização era comandada pelo casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, que estão em prisão domiciliar. Eles foram detidos sob suspeita de organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro. A sede do grupo funcionava em Cinisello Balsamo.

A investigação também aponta a presença de celebridades, empresários e até pilotos de Fórmula 1 nos eventos. Entre os indícios levantados está o fato de alguns jogadores seguirem a agência nas redes sociais.

Escutas telefônicas analisadas no inquérito indicam negociações envolvendo mulheres estrangeiras. Em um dos diálogos interceptados, um dos envolvidos afirma: “Vou mandar a brasileira para ele.”

Segundo as autoridades, a empresa atuava desde 2019 e manteve a realização das festas mesmo durante a pandemia de Covid-19. Uma testemunha relatou a existência de uma boate clandestina na sede do grupo, que teria funcionado durante o período de restrições sanitárias.

O processo também aponta que mulheres eram forçadas a se prostituir. Elas seriam escolhidas pelos clientes e ficavam com 50% dos valores pagos. A estimativa é de que mais de 100 mulheres, de diferentes idades e nacionalidades, tenham sido envolvidas.

Além disso, os investigadores afirmam que participantes utilizavam o chamado “gás do riso” nas festas. A substância, segundo o inquérito, poderia provocar euforia e não seria facilmente detectada em exames antidoping.

Na Itália, assim como no Brasil, a prostituição não é crime quando exercida de forma voluntária, mas a exploração e o favorecimento por terceiros são ilegais.

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