Publicado em 26/11/2021 às 14h52.

Justiça condena Nuzman a 30 anos de prisão por corrupção passiva e organização criminosa

Ex-presidente do COB foi acusado de comprar votos para o Rio de Janeiro sediar as Olimpíadas de 2016

Redação
Carlos Artur Nuzman, presidente do COB
Foto: Divulgação/COB

 

O ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, foi condenado a 30 anos, 11 meses e oito dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A decisão é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª vara federal criminal do Rio de Janeiro. Nuzman ainda pode recorrer da decisão em liberdade.

O processo é resultado da operação Unfair Play, que investigou a compra de votos para a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. A defesa dele disse que o juiz o condenou sem provas e que isso será corrigido quando o tribunal julgar o recurso.

Foi o Ministério Público Federal que ofereceu denúncia contra o ex-presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, o ex-governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, o ex-diretor de operações do comitê Rio 2016, Leonardo Gryner, e os dirigentes senegaleses do atletismo, Lamine Diack e seu filho Papa Diack. Por residirem na França e no Senegal, houve desmembramento dos casos dos dirigentes estrangeiros, assim como ocorreu com Arthur, que também reside nos Estados Unidos.

O ex-governador Sérgio Cabral Filho foi condenado a dez anos e oito meses de prisão por corrupção passiva. E Leonardo Gryner a 13 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e organização criminosa.

Em 2017, agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Nuzman e Gryner na Zona Sul do Rio. Nuzman foi presidente do COB por 22 anos.



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