Publicado em 12/03/2026 às 00h25.

Rogério Ceni admite possibilidade de mudar cobrador de pênaltis do Bahia

Treinador lamenta penalidade desperdiçada e diz que a equipe teve o controle da partida

Rodrigo Fernandes
Rogério Ceni – Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

 

O técnico Rogério Ceni avaliou que o Bahia teve atuação superior ao Vitória no clássico disputado na noite desta quarta-feira (11), na Arena Fonte Nova, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O Ba-Vi 507 terminou empatado em 1 a 1, resultado que manteve o Tricolor entre os primeiros colocados da competição.

Na análise do treinador, a equipe criou oportunidades suficientes para sair com o triunfo, mas acabou penalizada pela falta de eficiência nas finalizações. O Esquadrão ainda desperdiçou um pênalti com Willian José nos primeiros minutos da etapa inicial.

“Jogamos melhor que o adversário e tivemos controle do jogo. Criamos oportunidades, duas bolas na trave, mas não conseguimos fazer o segundo gol para matar a partida”, avaliou Ceni após o clássico.

O treinador também comentou o momento do atacante Willian José nas cobranças de pênalti. Segundo ele, a sequência recente de erros pode levar a uma mudança no batedor da equipe.

“Acho que é um número grande de pênaltis perdidos. Às vezes é preciso dar um tempo, colocar outro jogador para bater e preparar novas opções. Temos Juba que bate bem, Everaldo quando está em campo. Nestor bateu bem os últimos”, afirmou.

Apesar da possibilidade de mudança, Ceni fez questão de lembrar que o centroavante já foi decisivo em outras ocasiões pelo Bahia.

“Ele já converteu pênaltis importantes para a gente, mas a confiança pode baixar um pouco. Vamos trabalhar isso nos treinamentos e avaliar quem estará mais preparado”, complementou.

Ajustes táticos e ausência de titulares

No clássico desta quarta-feira, o treinador também precisou reorganizar o time por conta das ausências de Everton Ribeiro e Caio Alexandre, dois dos principais nomes da equipe. Sem a dupla, Ceni apostou em alternativas no meio-campo para manter o padrão de construção ofensiva.

O técnico explicou que a equipe buscou compensar a ausência dos titulares com mudanças de características no setor.

“Não dá para simular exatamente jogadores como Everton e Caio, mas buscamos alternativas. Cada atleta tem características diferentes e precisamos adaptar o time de acordo com o adversário”, explicou.

Mesmo satisfeito com a produção da equipe, Rogério Ceni reconheceu que o Bahia deixou escapar pontos importantes dentro de casa. Para ele, um time que pretende disputar posições mais altas precisa aumentar o aproveitamento nas partidas como mandante.

“Uma equipe que quer brigar na parte de cima da tabela não pode perder pontos como hoje. Produzimos, tivemos chances, mas precisamos transformar isso em gols”, concluiu.

Após o empate no clássico Ba-Vi, o Bahia volta a campo no próximo domingo (15), às 16h, quando enfrenta o Internacional, no Beira-Rio, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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